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Domingo, 15 de Março de 2009

Reunião de domingo - A esmola

Na reunião do grupo de hoje, tivemos como tema de oração: a esmola, (tema orrientado pelo Vítor).

A ideia deste tema surgiu, na análise que o grupo está a fazer a Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma, onde destaca: o jejum, a esmola e a oração.

Há 15 dias, a Inês trouxe o tema: o jejum, onde reflectimos sobre a importancia de jejuar e que tipo de jejum podemos fazer.

Hoje partimos com este tema, no 3.º domingo da Quaresma: a esmola.

 

Cântico inicial: Amanhecer

 

 

·         Achas que a há prática da esmola é importante? Em que medida? De que forma é que podemos ajudar através da esmola…?

 

 

 Depois da oração estivemos a falar sobre a ida a a Fátima do grupo de jovens e do  dia Diocesano da Juventude, (que se realizará em Chaves).

 

 

 

 Quanto à ida do grupo a Fátima, no dia 1 e 2 de Maio, ficou registado quantos jovens vão a Fátima, que são 6 elementos do grupo: Vítor, Joana, Artur, Raquel e Inês.

 

Quanto ao dia Diocesano da Juventude, a realizar-se no dia 25 de Abril, sábado, em que cada grupo de jovens da diocese irá apresentar uma das Cartas de São Paulo. O nosso grupo ficou com a 1.ª Carta de Timóteo, (onde da parte da manhã do encontro, exporá a carta a um grupo e da parte da tarde exporá a carta, através de uma pequena "dramatização"). Em breve iremos apresentar o programa completo sobre o dia diocesano da Juventude.

Desde já podemos dizer, que o nosso grupo de jovens se compromete, com o grupo de acólitos da Paróquia e o grupo de Escuteiros de Chaves em organizar da melhor forma o dia diocesano e acolher todos os jovens que irão participar no encontro em Chaves.

 

 

P.S.: De seguida apresentaremos a Mensagem do nosso Pároco, na Folha da Paróquia, 3.º Domingo da Quaresma.

- Qual o significado para nós da esmola?

 

Significado de esmola:

“Há muitas maneiras de combater a esmola. Uma delas parte da própria condenação do ato de dar esmolas, considerando basicamente dois pressupostos: primeiro, que a condição da existência da esmola - a desigualdade - é indigna; segundo, porque, na perspectiva republicana, as pessoas que necessitam de ajuda devem ser assistidas por políticas públicas permanentes e normalizadas e não podem depender de favores.
Essas condições remetem-nos a uma reflexão: para haver condenação do ato de dar esmolas é necessário ter certeza de que temos as condições sociais para eliminá-las. A primeira condição é o fim da desigualdade social. Mas isso, entre nós, ainda é uma realidade em construção, alcançada por um caminho que estamos trilhando, calçando com vigorosas políticas, mas ainda não é fato. Precisamos então verificar se temos as políticas sociais estruturadas adequadamente de modo que as pessoas necessitadas possam ter a devida ajuda do Estado. Esse é um dos propósitos da estruturação e consolidação da ampla rede de protecção e promoção social em torno da qual estamos trabalhando no governo federal. É uma rede formada por políticas normalizadas em lei, amplamente discutidas com a sociedade, com objectivos, normas, procedimentos e metas definidas por critérios objectivos. No entanto, para que essa rede republicana funcione efectivamente, é fundamental a adesão e participação de todos os entes federados para que as políticas cheguem, efectivamente, àqueles que mais precisam.
A crítica da esmola é pertinente na medida em que denuncia as condições sociais que permitem sua existência e que evidenciam o seu lado indigno. Mas devemos cuidar para que essa crítica não resvale para crítica ao ato de ajudar o próximo. Há um significado importante da esmola e o resgate de sua essência, dando a ela o devido lugar que ocupa na construção de valores de fraternidade e solidariedade, é outra maneira de combater a falta de indignidade que reside no ato de dar ou receber esmolas.
No contexto religioso, a esmola guarda a dimensão de combate a injustiça. Na quaresma de 1979, o Papa João Paulo II lembrava que essa abordagem é mesmo anterior ao evangelho, indicando o caminho para Deus. Em hebraico, a palavra utilizada, como observou o Papa em seu texto, é "sedaqah", que significa "justiça". Nas traduções do Novo Testamento, a palavra em grego, "eleemosyne", vem "eleos", que significa compaixão e misericórdia.
A crítica da esmola é pertinente na medida em que denuncia as condições sociais que permitem sua existência
A perda das referências ética, moral e social conferida dentro da tradição cristã tem contribuído para reforçar o papel imobilizador e indigno da esmola porque, na origem, ela é a expressão de uma prática de partilha, de doação, de fraternidade, de solidariedade. Para São Francisco de Assis e seus seguidores, a esmola significava estar no lugar onde estavam todos os excluídos - doentes, leprosos, mendigos, mulheres e crianças.
São várias as passagens do Evangelho onde Jesus se aproxima dos excluídos e exalta o valor da partilha, da ajuda, da fraternidade, da misericórdia, da "eleemosyne". A mais conhecida passagem está na imagem do Juízo Final descrita por Mateus: "Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber; era peregrino e recebestes-me; estava nu e destes-me de vestir; adoeci e visitastes-me; estive na prisão e fostes ter comigo". Então, os justos responder-lhe-ão: "Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos? E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te?". E o Rei dir-lhes-á em resposta: "Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes" (Mt. 25, 35-40).
Outra passagem do Evangelho, em Lucas, descreve o exemplo da viúva pobre que deixa no templo, em esmola, tudo o que tinha para viver. E Jesus observa o gesto, dizendo que era a maior das esmolas porque não havia sido tirada do supérfluo. Era a verdadeira partilha entre os pobres. A esmola, na dimensão transformadora do amor cristão, não é aquela que é retirada das sobras. É a própria partilha. É a própria indignação diante das diferenças. Os pobres não merecem as sobras. O que é necessário é acabar com a pobreza e tirá-los da condição de necessidade. A esmola tem de ser antes uma ponte de diálogo com os pobres, como prega a tradição franciscana pautada pelos princípios evangélicos, uma forma de conhecer o outro, de saber de suas necessidades e se aproximar dele. Se, ao contrário, for entrega de sobras e, assim, ser uma fuga do contacto com os pobres, não tem nenhum valor e se inscreve na perspectiva da humilhação porque deixa a falta mais evidente.
No mesmo princípio fundador da esmola misericordiosa, vamos encontrar o argumento para discutir a função social do lucro e da propriedade, a necessidade de dividir, de compartilhar, de formar uma sociedade mais justa, onde não seja necessário rogar por esmola, onde não haja submissão e inferioridade de um cidadão diante do outro.
Não nos esqueçamos que a esmola, em toda sua história que remonta a tradição judaico-cristã - e também de outras religiões - é um gesto de momento. Portanto, temos de reconhecer que uma grande conquista dos nossos tempos, do Estado Democrático de Direito, é o fato de hoje permitirmos que o atendimento das necessidades básicas das pessoas não sejam movidas por momento, mas que sejam um compromisso solidário de todas as pessoas para assegurar o acesso regular e constante a todos os serviços e direitos necessários à dignidade humana: alimentação, segurança económica, assistência social, trabalho, saúde, educação, moradia etc. A maior justiça que podemos alcançar com esse ideal de fraternidade é ter Estado e sociedade compartilhando bens e valores na construção de um projecto de nação que promova o mais forte sentimento de pertencente, de pátria.”

(in Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome)

Reflexão…

·         Achas que ao escolher livremente a esmola, para ajudar os outros mostramos concretamente que não somos indiferentes às dificuldades do próximo?

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 14:44
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Oração - Quaresma

Olá! Aqui te apresentamos mais uma oração do grupo, com o seguinte tema: Quaresma. Esta oração foi feita pelo Vítor, num domingo do tempo de Quaresma de 2008.

 

O que é para cada um de vocês a Quaresma?

 

João Paulo II diz-nos na sua carta que a quaresma é um tempo de reflexão, (sobre os seus pecados, o que uma pessoa fez de mal e que poderá corrigir), para as pessoas se prepararem para a Páscoa.

 

  • Peço-vos que reflectis, (em grupos de 3/4 pessoas), sobre o que podemos corrigir em nós e no grupo.

"A raiz de todos os males é amor ao dinheiro, por causa do qual alguns se desviaram da Fé e se enredaram em muitas aflições."

 

  • Esta expressão diz-nos muitas coisas e pode-se adaptar ao grupo em várias situações. É por interesses pessoais, (viagem entre outras coisas) que algumas pessoas se integram no grupo, (entram). Gosta que comentassem esta expressão em relação ao grupo.

Proponho fazer uma pequena oração de grupo, como o grupo está arrependido dos erros que cometeram ao longo do ano e comprometer-se para melhorar o grupo.

 

Oração:

 

Nós te pedimos senhor que nos perdões, pelos erros que cometemos no grupo e que daqui para a frente vamos comprometer como um grupo mais unido, tendo um objectivo em comum. Saber ouir e saber falar, respeitar e ser respeitado. Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amén.

Com muito amor e carinho espero que nos ouças, tu que és o salvador - Jesus Cristo.

Até amanha....

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 20:27
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