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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Curiosidades - O Novo Santo Português

Hoje deixamos aqui algums curiosidades, sobre um Santo Português - Nuno Álvares Pereira, (que pelos seus feitos além-mar, pela defesa da pátria, o Rei de Portugal, ofereçeu-lhe a então vila, hoje cidade de Chaves).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 A Agência ECCLESIA apresentou no seu site o percurso de vida, análises, testemunhos sobre Nuno Álvares Pereira e o processo que o levou à canonização.

 

 

«Nuno de Santa Maria será o oitavo santo do catolicismo português. Às virtudes da sua vida, assumidas segundo a experiência católica de olhar os outros e as coisas, acrescenta-se o facto do seu percurso biográfico estar intimamente relacionado com a História de Portugal, a sua independência e consolidação da nacionalidade.

 

No limiar da celebração de canonização, em Roma, a 26 de Abril, a Agência ECCLESIA apresenta um amplo dossier/destacável com informação sobre a sua vida, o processo de canonização e, por último, as representações iconográficas do Santo Condestável, pela pena de D. Carlos Azevedo. Acrescenta-se a análise a esta canonização pelo Cardeal Saraiva Martins e a opinião de António Bagão Félix, Inês Dentinho e Guilherme d’Oliveira Martins. Incluem-se ainda o testemunho do vice-postulador da causa, do Geral da Ordem do Carmo e de Guilhermina de Jesus, a mulher miraculada por intercessão do Condestável.

 

Nascido a 24 de Junho de 1360, em Cernache do Bonjardim (actual distrito de Castelo Branco), o novo santo português foi um dos portugueses que mais profundamente marcaram a história do nosso país. Filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior dos Hospitalários de Portugal, e de D. Iria Gonçalves de Carvalhal, dama da Infanta Dona Beatriz (filha de D. Fernando), Nuno Álvares Pereira foi 3º conde Ourém, 7º de Barcelos e 2º de Arraiolos. Falecido em 1431, no Carmo de Lisboa, sabe-se que D. Duarte pediu para que se organizasse o seu processo de canonização em 1437, ou seja, apenas seis anos após a sua morte.

 

Primórdios

Adquiriu o título de «Condestável do Reino» devido aos méritos na guerra de 1385 entre Portugal e Castela. No Arquivo da Casa de Bragança existia, até ao terramoto de 1755, o diploma original no qual o Mestre de Avis, D. João I, lhe concedia o título de «Condestabre» do reino e, para lhe agradecer, o rei faz-lhe a doação do Condado de Ourém e de outras terras nomeadas. (Cf. Tarouca, Carlos da Silva – O «Santo Condestável» pode ser canonizado?. Brotéria. Lisboa. XLIX (1949) 129-140.) Na Torre do Tombo (Lisboa) existe também um documento – a cópia coeva, em pública forma, da carta do mesmo rei, com a qual, no Porto, a 8 de Novembro faz a doação ao mesmo D. Nuno Álvares Pereira, Condestável e Conde de Ourém, do Condado de Barcelos (Cf. Tarouca, Carlos da Silva).

Com esta documentação fica excluída qualquer dúvida a respeito da sua identidade e dos mais importantes feitos da sua vida. Para provar que D. Nuno e o Condestável eram a mesma pessoa basta recorrer a uma carta do Papa Urbano VI para o bispo de Viseu, a 8 de Dezembro de 1386, cujo original existia até ao referido terramoto no Carmo de Lisboa. Nela, o Papa chama Nuno, Conde de Barcelos, ao fundador do convento. Esta não é a única carta de Urbano VI ao Condestável. Segundo o cronista do Carmo, Pereira de Sant´Anna, o Papa envia-lhe dois documentos – assinados a 26 de Novembro de 1387 – onde realça: “Revalidava o que antes obtivera, para contrair matrimónio com a senhora D. Leonor de Alvim, sem embargo de parentesco” e a outra concede-lhe privilégios de missas para o conde, esposa e família.

Recorrendo ao artigo de Carlos da Silva Tarouca, encontram-se provas que D. Duarte pediu a canonização de D. Nuno Álvares Pereira. No Códice Ashburnham 1792 da Biblioteca Laurenziana de Florença existem dois volumes de originais, pertencentes à correspondência original que ao abade beneditino D. João Gomes chegava de Portugal. Neste códice encontra-se a carta original (publicada pelo Pe. Domingos Maurício: Brotéria VII-1928) de D. Duarte ao abade de Florença e seu conselho. Assinado a 21 de Julho de 1437, neste documento o rei português queixava-se de ainda não ter recebido “O desembargo que saiu do canonizamento do Santo Condestabre per que se tire a inquirição que sobre isto se costuma fazer”. Conclui-se que o Papa mandou começar o processo de canonização de D. Nuno Álvares Pereira.

O documento contém também mais informações que ajudam a compreender o início deste processo. Nele, D. Duarte envia a D. João Gomes (abade beneditino) a oração litúrgica – feita pelo infante D. Pedro (faleceu em 1449) – e o esboço do panegírico que devia ser pronunciado por ocasião da canonização. Tanto D. Duarte como os irmãos tomavam a sério o processo de canonização do condestável. Para prová-lo, existe uma cópia, tirada pelo cronista-mor do reino, Gomes Eanes Azurara, onde são elencados os milagres atribuídos à sua intercessão.

A «oração litúrgica» do Infante D. Pedro é um documento de importância capital, sendo a única fonte coeva, que fala claramente da santidade de vida. Este Códice da Cartuxa de Évora – actualmente está na Torre do Tombo – é a única fonte que conservou a data da morte do Beato Nuno: Dia de Páscoa de 1431, isto é, 1 de Abril.

 

Nascimento do culto

Em relação ao início do culto que se prestava ao Santo Condestável, Jorge Cardoso no «Hagiológia Lusitano» (Cardoso, George – Agiologio Lusitano III. Lisboa, 1666) e, sobretudo, José Pereira de Sant´Ana na sua «Crónica dos Carmelitas» (Sant´Anna, Joseph Pereira – Chronica dos Carmelitas da Antiga e Regular Observância I. Lisboa, 1745) relatam, longamente, além da sua vida virtuosa, os altares e imagens que lhe eram dedicados, as missas que se celebravam em sua honra, as trasladações das suas relíquias, as peregrinações ao seu túmulo, e as muitas graças e milagres que eram atribuídas à sua intercessão.

Perante tais relatos pensou-se logo em obter do Papa a confirmação deste culto pela beatificação e canonização. Sabe-se que D. Duarte estimava muito o condestável. Quando era infante visitava-o com frequência no Convento do Carmo e tomou a iniciativa de pedir a sua canonização (Cf. Maurício, Domingos – Para a história do culto do B. Nun´Alvres. Brotéria. Lisboa. VII. 1928).

Como o desejo não foi realizado, nos reinados de D. João IV e D. Pedro II, os prelados da corte enviaram uma súplica ao Papa a pedirem a canonização de D. Nuno Álvares Pereira, súplica que foi corroborada pelos monarcas.

«Ventilou-se esta questão nas Cortes de 1674, as últimas que se reuniram antes da revolução de 1820. Privado el-rei D. Afonso VI do governo em 1667, o regente seu irmão convocou Cortes que se reuniram em 20 de Janeiro de 1674, na sala dos Tudescos do Paço da Ribeira. O braço da nobreza reuniu separadamente, no dia 22, no Mosteiro de Santo Elói, para eleger os trinta na forma costumada; e eleitos os trinta, passaram a ter as suas sessões ás segundas, quartas e sextas-feiras em S. Roque, na Capela de Nossa Senhora do Pópulo. Foi na 12ª Sessão, segunda-feira, 22 de Março, que se discutiu a questão da canonização de Nuno Álvares Pereira.» (Martins, Oliveira – A vida de Nun`Alvares. Lisboa: Guimarães Editores, 1955)


 

O processo não teve o andamento desejado. Somente nos fins do século XIX, as diligências ganharam novo fôlego com as instâncias do Postulador Geral da Ordem dos Carmelitas. Em 1894, o então Cardeal Patriarca, D. José Sebastião Neto, nomeou juiz da causa o arcebispo de Mitilene, D. Manuel Baptista da Cunha, futuro arcebispo de Braga. Dadas as vicissitudes “dos últimos tempos da Monarquia e princípios da República, o processo só terminou no tempo do Patriarca D. António Mendes Belo” (Leite, António – A caminho da canonização do beato Nun´Álvares. Brotéria. Lisboa. LXX (1960). 617-627).

Enviado o processo para Roma, e feitas as diligências na Sagrada Congregação dos Ritos (actual Congregação para as Causas dos Santos), Bento XV, pelo decreto «Clementissimus Deus» da mesma congregação, com data de 23 de Janeiro de 1918, confirmava o culto prestado a Nun´Álvares, increvendo-o no número dos beatos (O texto do decreto encontra-se na «Acta Apostolicae Sedis», 10 (1918) 102 - 196).

Como é natural, a beatificação do santo condestável trouxe um grande incremento no seu culto. Em todas as dioceses começou a celebrar-se a sua festa litúrgica, 6 de Novembro.

Nas comemorações do VIII centenário da fundação da nacionalidade, em 1940, o governo português e os bispos das dioceses pediram ao Papa para que fosse reassumida a causa da canonização do Beato Nuno. Pio XII satisfez o pedido através de um decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, com data de 28 de Maio de 1941 (O texto do decreto encontra-se na «Acta Apostolicae Sedis», 33 (1941) 399 - 400).

O número de testemunhos episcopais acerca da santidade de Nuno Álvares é considerável, sendo vários os tornados públicos a seguir à beatificação, nos centenários do nascimento e da morte, e na peregrinação das Relíquias pelo País, em 1960, atura em que foi publicada uma Pastoral Colectiva do Episcopado.

O processo de canonização do Beato Nuno foi reaberto a 13 de Julho de 2003, nas ruínas do Convento do Carmo, com sessão presidida por D. José Policarpo. O cardeal Patriarca definiu nessa celebração o Beato Nuno de Santa Maria como um modelo a seguir por todos os que exercem funções de responsabilidade. “Ele é um exemplo de um cristão que exerceu as suas missões civis com a coerência de um cristão” – sublinhou.

A 1 de Maio de 2004, nas comemorações dos 150 anos do Dogma da Imaculada Conceição, o Santuário de Vila Viçosa recebeu as relíquias do beato. Na homilia da celebração, D. Maurílio de Gouveia, então arcebispo de Évora, disse aos peregrinos que, nas constantes deslocações e correrias por caminhos de Portugal, D. Nuno dava “um testemunho inquebrantável da fé cristã; norteavam-no os critérios do Evangelho; alimentava-o a oração e, sobretudo, a Eucaristia”. E acrescentou: “Trabalhou, como poucos, talvez como ninguém, pela defesa e pelo progresso do seu torrão natal”.

A notícia esperada surgiu a 21 de Fevereiro de 2009, quando Bento XVI anunciou a canonização do «Condestabre». Um caminho longo – cerca de 578 anos - que culmina, a 26 deste mês, com a inscrição de Nuno Álvares Pereira no álbum dos santos.

Luis Filipe Santos

 

O nome do Condestável

No século XX foram criadas diversas instituições de natureza patriótica e religiosa, que escolheram Nuno Álvares Pereira como Patrono. Entre elas contam-se a Cruzada Nun’Álvares, e, mais tarde, a Fraternidade Nun’Álvares, ainda activa, e destinada ao acolhimento de antigos membros do Escutismo Católico.

Para promover a figura do Condestável também apareceram associações como a Ala do Santo Condestável e a Associação Nun’Álvares. Em diversas escolas instituíram-se associações de alunos ou academias, com o seu nome.

Nuno é patrono da Infantaria portuguesa e do Corpo Nacional de Escutas. Este nome aparece ainda em múltiplas localidades, nas invocações de Nun’Álvares, Santo Condestável ou de Beato Nuno, em ruas e igrejas paroquiais (Lisboa e Bragança).

Em 1920, o Congresso da República aprovou a lei n.° 1012, pela qual era instituída, em 14 de Agosto, a «Festa do Patriotismo» e se determinava a erecção de um monumento a Nun’Álvares. Em 1925, a Cruzada Nacional D. Nuno Álvares Pereira tomou a iniciativa de erguer esse monumento e no dia 14 de Agosto desse ano procedeu ao lançamento da primeira pedra, no antigo Jardim de Santos, em Lisboa, que passou a denominar- se Praça D. Nun’Álvares. Esta iniciativa não teve continuidade.

Um grande número de poetas portugueses celebrou a personalidade do herói e do santo, a começar por Luís de Camões, em “Os Lusíadas”, que evoca o santo na frase «Ditosa Pátria que tal filho teve».

Augusto Casimiro, Guerra Junqueiro, Corrêa de Oliveira, Afonso Lopes Vieira, Fernando Pessoa, e Moreira das Neves, cantaram o Condestável.

Por iniciativa da Ala do Santo Condestável produziu-se, em 1931, o filme «O Condestável, Herói dos Heróis», com texto de Zuzarte de Mendonça Filho.

Na Igreja em Portugal, celebra-se Memória, com ofício e Missa (Comum dos Santos, Religiosos) em 6 de Novembro, conforme tradição. É festa na Ordem dos Carmelitas, na Ordem dos Carmelitas Descalços e na Sociedade Missionária Boa Nova. É Memória obrigatória na Ordem da Cartuxa. O futuro Santo é Padroeiro secundário do Patriarcado de Lisboa.

 

Documentação Bibliográfica

A Bibliografia acerca de Nuno Álvares Pereira, contemplando as suas principais facetas (Condestável, cidadão e carmelita), chega a quase um milhar de títulos: Crónicas, livros de História, artigos de ornais e revistas, biografias, hagiografias, etc. Aparece desde logo nas Crónicas oficiais de Fernão Lopes, sobretudo na Crónica de D. João I. A Bibliografia específica considera-se ter início com a famosa “Crónica do Condestabre”, do século XV. Destaque para “A vida de Nun’Alvares” de Oliveira Martins, do séc. XIX, e para a “História da Igreja em Portugal”, de Fernando de Almeida, que fazem longa referência à figura do Condestável. Referência obrigatória é Fr. Elias Maria Cardoso, carmelita, com a sua “A Bibliografia Condestabriana”, (Roma, Inst. Carmelitarum, 1958).»

 

(Inf. In site Eclesia - Angência de Notícias da Igreja Católica em Portugal)

 

Espero que tenhas gostado de te darmos a conhecer um pouco mais sobre este "Novo Santo Português", sobre a importância dele, primeiro pelos feitos que fez pela Pátrria Portuguesa e depois pelo povo, (pelo que ajudou ao longo da sua vida...).

Publicado por gjemanuel-chaves às 16:52
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