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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Pagina da Igreja Católica no Youtube...

O Vaticano lançou à poucos dias o seu próprio canal no espaço de partilha de vídeos online YouTube. O lançamento do canal foi divulgado conjuntamente com a mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações da Igreja, sob o tema Novas Tecnologias, Novas Relações: Promover a Cultura do Respeito, Diálogo e Amizade. O Vaticano já tem uma página oficial na Internet desde 1995, mas a criação do canal de vídeo próprio marca uma entrada de maior alcance no ciberespaço. O canal http://youtube.com/vatican transmitirá diariamente vídeos das actividades do Papa, do Vaticano e de eventos da Igreja Católica. Os conteúdos, que inicialmente estarão disponíveis em inglês, espanhol, alemão e italiano, serão controlados e produzidos pelos próprios órgãos de imprensa do Vaticano. Na sua mensagem de boas vindas aos utilizadores do YouTube, Bento XVI diz esperar que esta iniciativa seja posta “ao serviço da verdade” e sirva para promover a compreensão e solidariedade humana. O Pontífice da Igreja Católica considera que “estas tecnologias são uma verdadeira bênção para a humanidade: por isso temos que assegurar que as vantagens que oferecem são postas ao serviço de todas as pessoas e comunidades”. Referido na imprensa do Vaticano como um verdadeiro “fã das novas tecnologias”, Bento XVI não deixa de alertar os jovens para “fazerem uma utilização sensata e evitar uma obsessão pelo online que os pode isolar da vida real, da família e dos amigos”.Segundo a BBC News, a entrada do Vaticano nos novos média levantou um debate entre alguns sectores da Igreja Católica que questionam o valor da internet como uma ferramenta missionária. O Arcebispo Cláudio Celli, chefe do departamento de comunicação do Vaticano, apoia a iniciativa do Papa para se “aproximar da geração digital” e não exclui a hipótese de um dia o Estado católico criar o seu espaço no Facebook.

 

Não deixem de visitar a página da Igreja Católica, e ver as notícias da Igreja e Mensagens do Papa Bento XVI.

Aqui fica mais uma vez o endereço no YouTube: http://youtube.com/vatican

Todas as semanas no blog do nosso grupo de jovens, no dia dedicado aos destaques da Igreja Católica, apresentaremos vídeos da página da Igreja Católica do YouTube e também do site oficial da Igreja Católica – www.vatican.va. Poderás entrar nestas páginas, basta ires à barra do lado esquerdo deste blog, onde se encontra o item - Igreja e Projectos Sociais.

 

 

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 17:23
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História - O Pedreiro

Olá! Partilhamos hoje contigo uma história que poderia ser verdadeira e acontecer contigo...a história que te apresentamos de seguida é sobre um "pedreiro.

«Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se aposentar.

Ele informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com sua família.

Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.

A empresa não seria muito afectada pela saída do pedreiro, mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário partindo e pediu-lhe ao pedreiro para trabalhar em mais um projeto, como um favor.

O pedreiro não gostou mas acabou concordando.

Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia.

Assim ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados.

Quando o pedreiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa construída.

Depois de inspecioná-la, deu a chave da casa ao pedreiro e disse:

- "Esta é a sua casa. Ela é o meu presente para você".»

 

O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente....

O mesmo acontece conosco...

Nós construímos a nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção.

Depois, com surpresa, nós descobrimos que precisamos de viver na casa que nós construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas não podemos voltar atrás.

Tu és o pedreiro.

Todo dia martelas pregos, ajustas tabuas e constróis paredes.

Alguém já disse que: "A vida e um projeto que você mesmo constrói".

As tuas atitudes e escolhas de hoje constroiem a "casa" em que vais morar amanhã.

Portanto constroi com sabedoria!

 

Até amanhã.

Amanhã apresentamos-te a os destaques da reunião semanal.

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 17:07
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Música - Escolhi Jesus

Hoje apresentamos-te um pequeno videoclip de uma música, que tem como tema: Escolhi Jesus, do grupo Convicção Trio.

A mensagem que a música nos transmite é importante. Vê tu o porquê e pensa se para ti também é importante...

 

 

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 21:54
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Pensa nisto...É proibido

Olá! Hoje apresentamos-te um pequeno poema de Pablo Neruda, com o título "É proibido", para pensares...

 

 

«Fica proibido chorar sem aprender,

Levantar-se um dia sem saber o que fazer, ter medo de suas recordações.

Fica proibido não sorrir ante os problemas, não lutar pelo que queres, abandonar tudo por medo, não converter em realidade teus sonhos.

Fica proibido não demonstrar teu amor,

Fazer que alguém pague suas dívidas

E mau humor.

Fica proibido deixar teus amigos, não tentar compreender o que viveram juntos, chamá-los apenas quando necessita deles.

Fica proibilido não seres tu diante da gente, fingir diante das pessoas que elas não te importam, fazer-te de engraçado para que se lembrem, esquecer a todos que te querem.

Fica proibido não fazer as coisas por ti mesmo, não crer em Deus e fazer seu destino, ter medo da vida e seus compromissos, não viver cada dia como se fora o último.  

Fica proibido impor a alguém menor alegrar-te, esquecer seus olhos, seu sorriso, tudo porque seus caminhos deixaram abraçá-lo, esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

Fica proibido não tentar compreender as pessoas, pensar que suas vidas valem mais que a tua, não saber que cada um tem seu caminho e sua felicidade.

Fica proibido não criar tua história, não ter um momento para as pessoas que necessitam de ti, nao comprender que o que a vida te dá, também te toma.

Fica proibido nao buscar tua felicidade, não viver tua vida com uma atitude positiva, não pensar que podemos ser melhores, não pensar que sem ti este mundo não seria  igual.»                                              

 

Até amanhã...

 

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 10:37
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Oração - Senhor...

Olá! Esta é umas pequenas orações que apresentamos num momento do grupo:

 

"Senhor, tu vens a mim

Convidas-me a abrir as portas do meu coração.

Senhor, tu próprio disseste

Que virias sempre ao encontro

Dos que te invocassem com fé e confiança.

 

Ilumina-mos, Senhor

Com a luz do teu Espírito,

Para que possa escutar a tua voz

Na palavra que me diriges

E na partilha fraterna

Dos que aqui nos encontramos.

 

Abre, Senhor, as portas do meu coração,

Para te acolher, escutando-te

Neste silêncio, nesta paz e nesta serenidade,

Cuja confiança me leva a depositar em ti

Todo o meu ser.

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 12:23
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Momentos XII - Convívio de Reis

Olá! Hoje para começar bem a semana deixamos-te aqui um pequeno vídeo sobre o Convívio de Reis, que se realizou dia 23 de Janeiro, quinta-feira.  

 

 

 

Espero que tenhas gostado...

Partilha connosco a tua opinião sobre este vídeo que viste e outros temas que vão sendo aqui lançados no blog. Agradecemos a tua visita e participação...

 

Até amanhã com mais surpresas....

 

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 21:53
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Reunião do grupo - Conversão de São Paulo

Hoje na reunião do grupo estivemos a falar sobre a celebração da conversão de São Paulo. Ao longo deste ano temos descoberto na Comunidade cristã o Apostolo Paulo como aquele que anuncia com alegria a Palavra e a leva com esperança aos pagãos.

Celebrar a conversão de São Paulo significa que Jesus foi ao seu encontro e modificou radicalmente a sua vida. Jesus que entra na vida de Paulo quer também entrar na nossa vida. Deixamo-nos encontrar por Ele.

 

 

 

 

Na reunião do grupo de hoje falamos um pouco sobre São Paulo, vendo as leituras da Missa, (sendo que a primeira leitura seria feita em forma de narração pelos jovens do grupo).

Deixamos-te de seguida a primeira leitura que foi narrado por alguns jovens do grupo, na Eucaristia das 11.30 da Igreja Matriz).

 

 

 

 

 

1.ª Leitura:

Padre Hélder: Leitura dos Actos dos Apóstolos

Narrador: Naqueles dias, Saulo, respirando ainda ameaças de morte contra os discípulos do Senhor, foi ter com o sumo-sacerdote e pediu-lhe artas de recomendações paras as sinagogas de Damasco, a fim de trazer algemados par Jerusalém quantos seguissem a nova doutrina, tanto homens como mulheres.

Na viagem, quando estava já próxima de Damasco, viu-se de repente envolvido numa luz intensa vinda do Céu.

Caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia:

Voz - «Saulo, Saulo, porque me persegues?».

Paulo - «Quem és Tu, Senhor?»

Voz - «Eu sou Jesus, a quem tu persegues.

Mas levanta-te, entra na cidade e aí te dirão o que deves fazer.»

Narrador - Os companheiros de viagem de Saulo tinha parado emudecidos ouviam a voz, mas não viam ninguém.

Saulo levantou-se do chão, mas embora tivesse os olhos aberttos, nada via.

Por isso levaram-no pela mão e introduziram-no em damasco.

Ficou três dias sem vista e sem comer nem beber.

Vivia em Damasco um discípulo chamado Ananias e o Senhor chamou-o numa visão.

Voz - «Ananias».

Ananias - «Eis-me aqui, Senhor.»

Voz - Levanta-te e vai à rua chamada Direita procurar, em casa d Judas, um homem de Tarso, chamado Saulo, que está a orar.»

Narrador - Entretanto, Saulo teve uma visão, em que um homem chamado Ananias entrava e impunha-lhe as mãos, para que recuperasse a vista.

Ananias - «Senhor, tenho ouvido contar a muitas pessoas todo o mal que esse homem fez aos seus fieis em Jerusalém e agora está aqui com plenos poderes dos príncipes dos sacerdotes para prender todos os que invocam o teu nome.»

Voz - «Vai, porque esse homem é o instrumento escolhido por Mim, para levar o meu nome ao conhecimento dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel. Eu mesmo lhe mostrarei quanto ele tem de sofrer pelo meu nome.»

Narrador - Então Ananias partiu, entrou na casa, impôs as mãos a Saulo.

Ananias - «Saulo, meu irmão, quem me envia é o Senhor, - esse Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas - a fim de recuperares a vista e ficares cheio do Espírito Santo.»

Narrador - Imediatamente lhe caíram dos olhos uma espécie de escamas e recuperou a vista.

Então levantou-se, recebeu o baptismo e, tendo comido, readquiriu as forças. Em Damasco começou logo a proclamar nas sinagogas que Jesus era o filho de Deus.

Todos os que ouviam ficavam admirados e diziam:

Leitor 1: Não é ele que em Jerusalém perseguia os que invocam este nome?

Leitor 2: E não veio aqui para os levar algemados à presença dos príncipes dos sacerdotes.»

Narrador: Mas Saulo, cada vez mais fortalecido, confundia os judeus que habitavam em Damasco, demonstrando que Jesus era o Messias.

Pe. Hélder - Palavra do Senhor.

 

O salmo da Eucaristia era o seguinte: Ide por todo o Mundo

2.ª Leitura: Leitura da Primeira Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios e o Evangelho era o de X Evangelho de Nosso Jesus Cristo segundo São Marcos.

 

 

 

Depois das leituras na parte do Ofertório, os Acólitos levaram ao Altar o brasão de São Paulo com os seus símbolos: datas, cruz, nove anéis, a espada, o grande livro e a chama que nos indicam as razões da fé e testemunho que Paulo deu com a sua vida.

 

A Conversão de São Paulo com Deus foi importante, pois ele aproximou-se de Deus, evangelizando os povos de Israel, dando a conhecer Deus Pai.

São Paulo não quis e nem quer que depois de 2000 anos,  que as pessoas o venerassem" como Santo, mas que se aproximem de Deus-Pai, que o adorem como único Deus.

 

Lembramos que o Ano de São Paulo, lembrado pela Igreja Católica, termina em Junho deste ano, com uma celebração de encerramento. Sendo que durante este ano, todos os domingos na reunião de grupo, tratamos um tema relacionado com São Paulo.

Na nossa Paróquia todas as quintas-feiras, pelas 21 horas, quem quiser pode participar numa reunião, de forma a conhecer São Paulo, através das suas cartas, (que se encontram na Bíblia).

 

P.S.: Caso tenhas alguma oração de São Paulo ou outra, ou mesmo alguma notícia da tua Paróquia, (de como oram e celebram São Paulo) que queiras partilhar connosco agradecemos-te.

Até amanhã e boa semana.

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 15:22
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Convívio de Reis

Realizou-se ontem o convívio de Reis no Centro Paroquial da Lapa, pelas 19.45 min.

Neste convívio estiveram presentes o nosso grupo de jovens, o grupo de acólitos, catequistas, zeladores da Igreja Matriz e outras pessoas que ajudam na Paróquia.

Neste momento não apresentamos as fotos do convívio, (pois estamos a organizar as melhores, para depois fazer um pequeno filme e vos apresentar aqui).

Hoje descrevemos um pouco sobre todo o convívio de ontem à noite.

O convívio começou com uma oração de São Paulo, seguida do Pai Nosso.

Seguiu-se o jantar no refeitório bem animado com muita comida e animação. Durante o jantar, numa "tela" iam passando fotos dos passeios - convívio, realizados nos últimos anos, por altura de Julho, final das actividades na Paróquia, (catequese e grandes festas religiosas). Todos gostaram de se rever em bons momentos de cada passeio, havendo risos e surpresas de algumas fotos que já não se lembravam de um encontro.

Depois do jantar seguiu-se um convívio bem animado, com duas surpresas:

  • Uma para o Sr. Padre Hélder Sá, (nosso Pároco) e para a Irmã Elisabete;
  • E a segunda feita pelos acólitos, com um momento de música.

A primeira surpresa, foi feita pelo grupo de acólitos, que entregaram ao Sr. Padre Hélder e à Irmã Elisabete um quadro, (para cada um), com a fotografia de todo o grupo de acólitos, Ir. Elisabete e Sr. Padre Hélder que tinha sido tirada à pouco tempo na Igreja Matriz.

O Sr. Padre Hélder agradeceu o presente que lhe foi dado e disse que o serviço que os acólitos fazem na Paróquia é um serviço que se vê, que é simples e ao mesmo tempo é importante em cada Eucaristia que os acólitos estão presentes e que de alguma forma, lhe "dão vida".

O Pe. Hélder lembrou todos os serviços que as pessoas prestam na Paróquia, não são remunerados, são serviços que as pessoas fazem por gosto, para partilhar a Palavra de Deus.

Quanto à Irmã Elisabete agradeceu o presente que os acólitos lhe deram e sublinhou que o seu serviço na Paróquia é importante, toda a disponibilidade dos jovens em participar nas Eucaristia da Igreja e noutras actividades que lhes sejam propostas.

 

Depois destas surpresas, seguiu-se momentos de música, onde os acólitos com bombons, pandeiretas e um jovem com um acordeão. Nesses momentos que surpreenderam todos, ao ouvir o jovem a tocar acordeão e se ouvir musicas populares portuguesas, (criando muita diversão e danças entre os jovens).

 

O convívio terminou pelas 23 horas, (pois no dia seguinte - sexta-feira é um dia de trabalho e estudo para os jovens).

Em suma este foi mais convívio agradável entre todos, em que muitas pessoas se encontraram e não se vêm regularmente.

Fica a promessa para breve te trazermos aqui o vídeo sobre este convívio para ilustrar da melhor forma o que te apresentamos hoje aqui.

 

Um Bom Dia para Ti e bom fim-de-semana.

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 08:57
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Oração - Cristo Chama-Te!

A oração que te apresentamos hoje é pequena, mas que não deixa de ter a sua importância e que obteve um bom resultado quando foi apresentada no grupo.

Esta oração foi feita pelo Miguel Sepêda e foi apresentado no grupo no dia 25 de Abril de 2005.

 

Durante algum tempo de interiorização, revê a tua vida e responde...

  • Como narras os acontecimentos por ti vividos?
  • Convives pacificamente com o teu passado?
  • Com que frequência te sentes desanimado ou motivado interiormente a abandonar ideias e projectos que te entusiasmam?
  • A quem ou a que coisas prestas atenção, quando experimentas o desalento por alguma expectativa frustrada?
  • Como reages perante as dificuldades da vida?
  • Procuras enfrentar as situações tais como elas te aparecem, ou tentas fugir delas?
  • Que grau de importância dás ás novidades que te chegam dos outros?
  • Como as acolhes e as transmites?
  • Deixas-te «apanhar» e as transmites?
  • Jesus é para ti Novidade?
  • Deixas-te interpelar por Ele no teu dia-a-dia ou simplesmente quando te encontras a viver momentos de oração como este?

Respostas de elementos do grupo:

  • «Os acontecimentos por mim vividos tento aproveitá-los ao máximo, (os amigos - preservá-los, estar sempre com eles; a família - nunca a esquecer, escutar sempre os seus conselhos, ajudá-la, compreende-la sempre). Tento também tirar partido dos maus momentos ou de situações difíceis, fazendo delas exemplo, para melhorar nas próximas vezes. Convivo pacificamente com o meu passado, (família, amigos e tudo o que me rodeia).»
  • «Sinto-me desanimado quando não consigo alcançar um determinado objectivo, (acabar um determinado trabalho) ou quando não consigo alcançar um determinado objectivo, (acabar um determinado trabalho) ou quando não tenho aquele apoio, amizade, daquelas pessoas que nós pensamos amigos e nos abandonam, esquecem-se de nós.»
  • «Presto atenção a coisas que por vezes faço mal ou vejo mal à minha volta, de maneira a eu poder melhorar, (no interior e com os outros).»
  • «Perante as dificuldades da vida, reage  como um obstáculo a ultrapassar,  sendo diferente de situação para situação.»
  • «Tento lidar com cada situação,  algumas de uma forma mais simples outras mais difíceis.»
  • «Depende das novidades, há novidades que não interessam, há outras que são importantes tanto para mim, como para todas as pessoas - a luta pela paz.»
  • «Pela importância que têm para mim.»
  • «É sempre uma boa novidade - Jesus, renovada a cada dia.»

Pensamento Final: "Senhor, que queres que eu faça?"

 

P.S.: Realiza-se hoje no Centro Paroquial da Lapa em Chaves, pelas 19.45 min., um convívio de Reis, para todas as pessoas que ajudam de alguma forma a Paróquia, (acólitos, grupo de jovens, coro juvenil e de adultos, catequistas, zeladores da Igreja, entre outros). 

 Este convívio tem se realizado nestes últimos anos na Paróquia, sempre por altura dos Reis. O convívio começa por um jantar e segue-se  cantares ao desafio, jogos tradicionais, entre outras coisas.

Amanhã traremos os principais destaques deste convívio e algumas fotos.

 

Lembramos que no domingo, dia 25 de Janeiro, está patente as inscrições para ir a Fátima, na sacristia da Paróquia de Santa Maria Maior. Pois celebra-se em Fátima o encerramento do Ano Paulino. Quem quiser ir a esta celebração em Fátima, não se esqueça de se inscrever na Paróquia.

 

Até amanhã com mais novidades...

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 08:53
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Oração - Vem jovem!

Aqui fica mais uma oração que se fez no grupo, no dia 19 de Fevereiro de 2006 pelo Nuno. Esta que tem como tema: Vem jovem!

 

Cântico: Deus está aqui

 

Deus está aqui,

Tão certo como o ar que respiro,

Tão certo como a manhã que se levanta,

Tão certo como este canto que podes ouvir.

 

Tu o podes sentir movendo-se por entre os ramos.

Tu o podes ouvir cantando connosco aqui.

Tu o podes levar quando por esta porta saíres.

Tu o podes guardar para sempre no teu coração.

 

Tu o podes notar a teu lado neste mesmo instante.

Não sejas também daqueles que O não querem ver.

Lhe podes contar esse problema que tens.

Jesus está aqui. Se queres, podes segui-lo.

 

Introdução:

Dispostos a amar o Pai como Jesus e iluminados pelo Espírito de Sabedoria, apostamos num caminho de aventura, de dinamismo e de santidade. Vamos juntos, descobrir o que é Deus, à luz da Sua palavra que é vida.

Animados pela certeza de que Cristo precisa da nossa coragem e do nosso seguimento e como hoje Ele está aqui, vamos rezar.

 

Palavra:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus.

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: "Olho por olho e dente por dente." Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém vos bater na face direita, oferecei-lhe também a esquerda. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o duas. Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado. Ouvistes, que foi dito: "Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo." Eu porém digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o Sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudares apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito.»

Palavra da salvação.

 

Cântico: Não adores

 

Não adores nunca ninguém mais que a Deus!

Não adores nunca ninguém mais que a Deus!

Não adores nunca ninguém mais...

Não adores nunca ninguém mais..

Não adores nunca ninguém mais que a Deus!  

 

Não escutes nunca ninguém mais que a Deus!

Não escutes nunca ninguém mais que a Deus!

Não escutes nunca ninguém mais...

Não escutes nunca ninguém mais.

Não escutes nunca ninguém mais que a Deus!  

 

Não contemples nunca ninguém mais que a Deus!

Não contemples nunca ninguém mais que a Deus!

Não contemples nunca ninguém mais...

Não contemples nunca ninguém mais.

Não contemples nunca ninguém mais que a Deus!  

 

Porque só ele nos pode saciar!

Porque só ele nos pode saciar!

Não adores nunca ninguém mais...

Não escutes nunca ninguém mais..

Não contemples nunca ninguém mais que a Deus! 

 

Trabalho de Grupo:

O que dizem os antigos? Concordas com a afirmação?

O que diz Jesus?

E tu, como reages quando "te batem na face direita?" Porquê?

«Portanto, cede perfeitos como vosso pai celeste é perfeito.»

Será que conseguimos atingir a perfeição como nos pede Jesus?

 

«Amai os Inimigos e orai por aqueles que vos perseguem.»

 

Cântico: «Estrela Polar»

 

Esta sede de te encontrar em mim,

De correr pra Ti, de estar junto de Ti.

Guias pelos vales o decurso do meu rio.

Única razão és Tu, único sustento Tu.

A minha vida existe porque existes Tu.

 

Gira o firmamento sem nunca ter paz.

Mas existe um ponto a brilhar pra mim:

A Estrela Polar que fixa os meus passos,

A Estrela Polar és Tu, a estrela segura Tu.

A minha vida existe porque existes Tu.

 

Tudo gira à Tua volta em função de Ti,

Não importa quando, onde e porquê.

 

Brilha a Tua luz no centro do meu ser.

Dás sentido à vida que em mim nasceu,

Todo o que farei será somente amor.

Único sustento és Tu, a Estrela Polar, Tu,

A minha vida existe, porque existes Tu.

 

P.S.: A última parte desta oração encontra-se em PowerPoint. Caso gostaria de ater como outra coisa deste blog, contacta connosco através do seguinte e-mail: Mvbl@sapo.pt.

Até amanhã.

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 09:02
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Notícias da Igreja Católica - 50 Anos da convocação do II Concílio do Vaticano

João XXIII surpreendia a Igreja Católica, interna e externamente, convocando um Concílio. Foi o início de uma renovação, ainda em curso.

 

 

No próximo dia 25 de Janeiro, festa da conversão de São Paulo, completam-se 50 anos sobre o anúncio que na Basílica de S. Paulo Extramuros, o Beato João XXIII fez aos Cardeais, que era seu propósito convocar um concílio ecuménico. De facto, durante o Pontificado de Pio XII (1939-1958), chegavam de muitos sectores da Igreja fortes apelos de mudanças profundas na vida da própria Igreja; uma inversão no caminho da centralização romana, muito acentuada após o Concílio Ecuménico Vaticano I. Entretanto, e porque as teses conciliaristas estavam definitivamente superadas pela proclamação da infalibilidade pontifícia, propunha-se, sem receios, maior autonomia dos bispos, mais pluralismo no interior da Igreja, maior responsabilidade laical, uma teologia e uma liturgia mais participada e mais em contacto com as fontes litúrgicas e patrísticas. Em relação à sociedade, pedia-se o reconhecimento da autonomia das actividades humanas e a legítima liberdade de consciência, de culto e de propaganda para todas as confissões. Devia em suma, ultrapassar-se de vez as dificuldades de relação Igreja-Mundo que o Sillabus deixou manifestar.

 

Pe. Senra Coelho, Professor de História da Igreja no ISTE

(Informações in site da Eclesia)

Até amanhã com mais uma oração do grupo de jovens...

 

O ambiente vivido pela II Guerra Mundial, as fortes transformações da sociedade, a grande transformação económica, pela passagem de uma economia predominantemente agrícola para uma economia fortemente industrializada, fizeram com que o Pontificado de Pio XII preferisse deixar amadurecer mais estes movimentos de renovação. Pio XII manteve-se fiel ao princípio de que na Igreja todas as decisões devem partir do vértice e não das bases. A eclesiologia de Pio XII via a Igreja como o Corpo Místico de Cristo, apesar de acentuar a dimensão vertical do seu ministério e isolar o Papa do resto da Igreja, o pastor do rebanho. Ao ser autor de muitas reformas, Pio XII nunca descentralizou o seu ministério.

(Informações in site da Eclesia)

 

João XXIII (1958-1963) emerge imprevisivelmente neste contexto. A sua decisão de convocar o Concílio Ecuménico Vaticano II fez dele uma personalidade profética. No seu conceito, a assembleia conciliar deveria desenvolver-se durante alguns meses. Jamais pensou que a assembleia conciliar faria a enorme obra renovadora que conhecemos. Podemos concluir que os tempos estavam maduros. As bases do Povo Cristão e os teólogos desde há muito desejavam a renovação da Igreja para que os católicos pudessem acompanhar, sem complexos, as grandes mutações de que o século XX foi abundante.

 

 

A 17 de Maio de 1959, João XXIII constituiu uma comissão ante preparatória do Concílio, presidida pelo Cardeal Tardini, que a 18 de Junho de 1959 escrevia uma carta a todos os Cardeais, Arcebispos, Bispos, Congregações romanas, Gerais de Ordens Religiosas, para pedir sugestões e temas para o Concílio, às quais responderam 77% dos interrogados, com 1.998 respostas, que foram catalogadas, impressas e sintetizadas em preposições formuladas em poucas palavras.

A 29 de Junho de 1959, João XXIII dá indicações sobre os fins do Concílio, através da encíclica Petri Cathedram. Ficou assim convocado o período preparatório do Concílio que decorreu de 1960 a 1962. O Concílio foi aberto solenemente a 11 de Outubro de 1962, com um discurso do papa.

A 3 de Junho de 1963 morria João XXIII, tendo-se encerrado a primeira etapa do Concilio a 8 de Dezembro de 1962, mas ainda sem a proclamação de nenhum documento.

Foi o seu sucessor, Paulo VI (1963-1978) quem concretizou e conduziu o Concílio convocado pelo corajoso Papa João XXIII. Paulo VI ficou com o enorme mérito de o ter concluído, conduzindo as grandes reformas, sobretudo a reforma litúrgica. A sua lúcida inteligência, a sua abertura e a sua moderação fizeram dele o Papa do Concílio Vaticano II. Paulo VI terminou o seu Pontificado num clima de incertezas face às aplicações do Concílio. Por um lado, as contestações do "Maio de 1968" exigiam ainda maiores aberturas por parte da Igreja, por outro lado, o movimento encabeçado pelo arcebispo Mons. Marcel Lefebvre (1905-1991) pedia que se regressasse aos moldes da Igreja anterior ao Concílio Vaticano II. O elevado número de presbíteros e até de alguns bispos que pediram dispensa dos ministérios ordenados para quase sempre contraírem Matrimónio fizeram com que a contestação ao celibato crescesse e este fosse apresentado pela opinião pública como ultrapassado, desadequado e vazio de sentido no mundo contemporâneo. No final da sua vida, Paulo VI viu a exaltação da chamada Teologia da Libertação que, sobretudo na América Latina, fazia a leitura das realidades temporais e actualizava a leitura do Evangelho, servindo-se da hermenêutica marxista, ainda fortemente acreditada como ideal de uma das potências intervenientes na então dita "Guerra Fria", disputada entre a União Soviética e os Estados Unidos da América.

Foi ainda neste contexto, que surgiu o breve Pontificado de João Paulo I, o qual deveria consumar o trabalho dos seus dois grandes antecessores, João XXIII e Paulo VI. O Pontificado de Albino Luciani (1978), para além de uma nova postura do Sumo Pontífice junto dos fiéis, marcada pela simplicidade, naturalidade e proximidade das suas catequeses, trouxe a intuição da junção dos nomes de João XXIII e de Paulo VI, no nome duplo de João Paulo, indicando a necessidade de que o novo Papa consumasse a missão dos dois Papas do Concílio Vaticano II. Esta missão coube de facto a João Paulo II, seu sucessor.

Karol Wojtyla recebeu o Concílio já quase totalmente aplicado na sua reforma litúrgica através do Missal aprovado por Paulo VI. Coube-lhe ainda aprovar o novo Código de Direito Canónico (1983), revisto segundo os critérios conciliares, conduzir a elaboração, aprovação e publicação do novo Catecismo da Igreja Católica (1992) e aprofundar, com a ajuda do seu rico magistério, várias matérias importantes da vida interna da Igreja, da sua pastoral e da sua vivência moral face aos desafios do mundo moderno e globalizado.

 

Concluímos, com a certeza que o Concílio Vaticano II surge como o grande Dom do Espírito Santo à Igreja do século XX e permanece como desafio para o nosso século XXI, para que as suas propostas de renovação se tornem espigas maduras na seara de Cristo, a sua Igreja que somos nós.

 

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 11:57
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Reunião do grupo - A Paz: compartilhando a terra prometida

Na reunião do grupo de domingo, debatemos diversas coisas. Começamos por ver a situação do grupo a nível de tesouraria e escolhendo o novo tesoureiro para o ano de 2009, que vai ser o Vítor, apoiado pela Joana. De seguida fizemos a oração,  que foi apresentada pelo Vítor e que tem como tema: A Paz: compartilhando a terra prometida, (esta oração, foi apresentada totalmente em PowerPoint). A primeira parte da oração, na apresentação de PowerPoint descreveu-se um pouco sobre a região de Israel e Palestina. Destacou-se um pouco sobre a história, cultura e religião do povo de Israel e da Palestina. Ao longo dos anos tem-se visto um grande conflito entre estes dois povos, onde um acusa o outro, não estimulando o diálogo entre si, pensando em possíveis soluções para a criação de paz e desenvolvimento destas duas regiões.

Lançaram-se várias perguntas no "ar", tais como:

  • Que razão têm os Judeus que a terra lhes pertence?
  • Que razões têm os árabes, para dizer que a terra lhes pertence?

 

Perante os factos que foram sendo apresentados, sobre cada povo, surgiu ainda outra pergunta:

O que se pode fazer a respeito desta região?

 

Há 4 possíveis soluções:

  • Os árabes ficam com toda a terra;
  • Os judeus ficam com toda a região;
  • Um estado bi-nacional para judeus e árabes e
  • Dois Estados para dois Povos.

As soluções 1 e 2 envolveriam a eliminação total do outro lado pela força.

O resultado mais provável dessas soluções seria que ambos os lados iriam lutar entre si até á destruição total.

 

A solução 3 parece ser possível ena teoria, mas impraticável na prática, dado o nível de tensão e ódio entre as pessoas. Além disso contraria os anseios que cada pvo tem, na autonomia e auto-determinação.

 

A única possibilidade seria: dois Estados para dois Povos. Esta foi a ideia do processo de Oslo e todas as pessoas sabem onde chegou isso...mortes e guerra mútua.

 

Mas porque o Processo de Oslo fracassou?

 

A principal razão é a falta de diálogo entre os líderes dos dois povos e com isso a guerra mútua e acusações entre os dois povos.

 

O que é necessário fazer?

 

- Primeiro é importante que o povo de cada região faça com que o seu líder perceba o que tem feito e que tem que parar e pensar, em melhores soluções, para partir para o diálogo entre os dois povos e poder criara desenvolvimento numa região que é considerada o "berço" de diversas religiões. Foi aí que o Cristianismo começou e o Islamismo.

 

No final da primeira apresentação ficou uma pergunta:

O que cada israelita ou palestiniano quer é cuidar dos seus filhos, dar-lhes educação e viver em paz.

Será que isto não será possível nesta região?

Quando é que as pessoas se disponibilizarão a dialogar e a caminhar em conjunto para a paz.

Na segunda apresentação em PowerPoint, apresentamos a oração mais importante: Pai Nosso, com imagens diferentes da vida de Jesus Cristo, onde rezamos a oração e reflectimos sobre a relação desta oração com a mensagem que estava no primeiro PowerPoint.

Ficou uma mensagem final de Jesus:

- Jesus nunca nos abandonou por mais que nos afastemos dele, façamos coisas erradas.

 

Terminada a nossa oração fica um desafio para ti:

- Se quiseres partilhara alguma experiência, opinião sobre o tema da nossa oração agradecemos de forma a enriquecermos o blog e discutirmos mais sobre isto no próximo domingo.

 

Até amanha com mais novidades.

 

P.S.: Pedimos desculpa por só hoje apresentarmos a reunião de domingo do grupo, mas tivemos alguns problemas no computador.

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 09:22
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Reunião do Grupo - Mensagem do Papa Bento XVI para o Ano Novo

 

 

 

Hoje publicamos a Mensagem do Papa Bento XVI para o novo ano de 2009, que lemos e reflectimos no último domingo, na reunião do grupo.

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DA PAZ

1 DE JANEIRO DE 2009

 

COMBATER A POBREZA, CONSTRUIR A PAZ

 

 1. Desejo, também no início deste novo ano, fazer chegar os meus votos de paz a todos e, com esta minha Mensagem, convidá-los a reflectir sobre o tema: Combater a pobreza, construir a paz. Já o meu venerado antecessor João Paulo II, na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1993, sublinhara as repercussões negativas que acaba por ter sobre a paz a situação de pobreza em que versam populações inteiras. De facto, a pobreza encontra-se frequentemente entre os factores que favorecem ou agravam os conflitos, mesmo os conflitos armados. Estes últimos, por sua vez, alimentam trágicas situações de pobreza. « Vai-se afirmando (...), com uma gravidade sempre maior – escrevia João Paulo II –, outra séria ameaça à paz: muitas pessoas, mais ainda, populações inteiras vivem hoje em condições de extrema pobreza. A disparidade entre ricos e pobres tornou-se mais evidente, mesmo nas nações economicamente mais desenvolvidas. Trata-se de um problema que se impõe à consciência da humanidade, visto que as condições em que se encontra um grande número de pessoas são tais que ofendem a sua dignidade natural e, consequentemente, comprometem o autêntico e harmónico progresso da comunidade mundial ».( 1)

2. Neste contexto, combater a pobreza implica uma análise atenta do fenómeno complexo que é a globalização. Tal análise é já importante do ponto de vista metodológico, porque convida a pôr em prática o fruto das pesquisas realizadas pelos economistas e sociólogos sobre tantos aspectos da pobreza. Mas a evocação da globalização deveria revestir também um significado espiritual e moral, solicitando a olhar os pobres bem cientes da perspectiva que todos somos participantes de um único projecto divino: chamados a constituir uma única família, na qual todos – indivíduos, povos e nações – regulem o seu comportamento segundo os princípios de fraternidade e responsabilidade.

Em tal perspectiva, é preciso ter uma visão ampla e articulada da pobreza. Se esta fosse apenas material, para iluminar as suas principais características, seriam suficientes as ciências sociais que nos ajudam a medir os fenómenos baseados sobretudo em dados de tipo quantitativo. Sabemos porém que existem pobrezas imateriais, isto é, que não são consequência directa e automática de carências materiais. Por exemplo, nas sociedades ricas e avançadas, existem fenómenos de marginalização, pobreza relacional, moral e espiritual: trata-se de pessoas desorientadas interiormente, que, apesar do bem-estar económico, vivem diversas formas de transtorno. Penso, por um lado, no chamado «subdesenvolvimento moral » ( 2) e, por outro, nas consequências negativas do « super desenvolvimento ».( 3) Não esqueço também que muitas vezes, nas sociedades chamadas «pobres», o crescimento económico é entravado por impedimentos culturais, que não permitem uma conveniente utilização dos recursos. Seja como for, não restam dúvidas de que toda a forma de pobreza imposta tem, na sua raiz, a falta de respeito pela dignidade transcendente da pessoa humana. Quando o homem não é visto na integridade da sua vocação e não se respeitam as exigências duma verdadeira «ecologia humana», (4) desencadeiam-se também as dinâmicas perversas da pobreza, como é evidente em alguns âmbitos sobre os quais passo a deter brevemente a minha atenção.

  3. A pobreza aparece muitas vezes associada, como se fosse sua causa, com o desenvolvimento demográfico. Em consequência disso, realizam-se campanhas de redução da natalidade, promovidas a nível internacional, até com métodos que não respeitam a dignidade da mulher nem o direito dos esposos a decidirem responsavelmente o número dos filhos ( 5) e que muitas vezes – facto ainda mais grave – não respeita sequer o direito à vida. O extermínio de milhões de nascituros, em nome da luta à pobreza, constitui na realidade a eliminação dos mais pobres dentre os seres humanos. Contra tal presunção, fala o dado seguinte: enquanto, em 1981, cerca de 40% da população mundial vivia abaixo da linha de pobreza absoluta, hoje tal percentagem aparece substancialmente reduzida a metade, tendo saído da pobreza populações caracterizadas precisamente por um incremento demográfico notável. O dado agora assinalado põe em evidência que existiriam os recursos para se resolver o problema da pobreza, mesmo no caso de um crescimento da população. E não se há-de esquecer que, desde o fim da segunda guerra mundial até hoje, a população da terra cresceu quatro mil milhões e tal fenómeno diz respeito, em larga medida, a países que surgiram recentemente na cena internacional como novas potências económicas e conheceram um rápido desenvolvimento graças precisamente ao elevado número dos seus habitantes. Além disso, dentre as nações que mais se desenvolveram, aquelas que detêm maiores índices de natalidade gozam de melhores potencialidades de progresso. Por outras palavras, a população confirma-se como uma riqueza e não como um factor de pobreza.

4. Outro âmbito de preocupação são as pandemias, como por exemplo a malária, a tuberculose e a SIDA, pois, na medida em que atingem os sectores produtivos da população, influem enormemente no agravamento das condições gerais do país. As tentativas para travar as consequências destas doenças na população nem sempre alcançam resultados significativos. E sucede além disso que os países afectados por algumas dessas pandemias se vêem, ao querer enfrentá-las, sujeitos a chantagem por parte de quem condiciona a ajuda económica à actuação de políticas contrárias à vida. Sobretudo a SIDA, dramática causa de pobreza, é difícil combatê-la se não se enfrentarem as problemáticas morais associadas com a difusão do vírus. É preciso, antes de tudo, fomentar campanhas que eduquem, especialmente os jovens, para uma sexualidade plenamente respeitadora da dignidade da pessoa; iniciativas realizadas nesta linha já deram frutos significativos, fazendo diminuir a difusão da SIDA. Depois há que colocar à disposição também das populações pobres os remédios e os tratamentos necessários; isto supõe uma decidida promoção da pesquisa médica e das inovações terapêuticas e, quando for preciso, uma aplicação flexível das regras internacionais de protecção da propriedade intelectual, de modo que a todos fiquem garantidos os necessários tratamentos sanitários de base.

5. Terceiro âmbito, que é objecto de atenção nos programas de luta contra a pobreza e que mostra a sua intrínseca dimensão moral, é a pobreza das crianças. Quando a pobreza atinge uma família, as crianças são as suas vítimas mais vulneráveis: actualmente quase metade dos que vivem em pobreza absoluta é constituída por crianças. O facto de olhar a pobreza colocando-se da parte das crianças induz a reter como prioritários os objectivos que mais directamente lhes dizem respeito, como por exemplo os cuidados maternos, o serviço educativo, o acesso às vacinas, aos cuidados médicos e à água potável, a defesa do ambiente e sobretudo o empenho na defesa da família e da estabilidade das relações no seio da mesma. Quando a família se debilita, os danos recaem inevitavelmente sobre as crianças. Onde não é tutelada a dignidade da mulher e da mãe, a ressentir-se do facto são de novo principalmente os filhos.

6. Quarto âmbito que, do ponto de vista moral, merece particular atenção é a relação existente entre desarmamento e progresso. Gera preocupação o actual nível global de despesa militar. É que, como já tive ocasião de sublinhar, «os ingentes recursos materiais e humanos empregados para as despesas militares e para os armamentos, na realidade, são desviados dos projectos de desenvolvimento dos povos, especialmente dos mais pobres e necessitados de ajuda. E isto está contra o estipulado na própria Carta das Nações Unidas, que empenha a comunidade internacional, e cada um dos Estados em particular, a ‘‘promover o estabelecimento e a manutenção da paz e da segurança internacional com o mínimo dispêndio dos recursos humanos e económicos mundiais para os armamentos'' (art. 26)».( 6)

Uma tal conjuntura, longe de facilitar, obstaculiza seriamente a consecução dos grandes objectivos de desenvolvimento da comunidade internacional. Além disso, um excessivo aumento da despesa militar corre o risco de acelerar uma corrida aos armamentos que provoca faixas de subdesenvolvimento e desespero, transformando-se assim, paradoxalmente, em factor de instabilidade, tensão e conflito. Como sensatamente afirmou o meu venerado antecessor Paulo VI, « o desenvolvimento é o novo nome da paz ».( 7) Por isso, os Estados são chamados a fazer uma séria reflexão sobre as razões mais profundas dos conflitos, frequentemente atiçados pela injustiça, e a tomar providências com uma corajosa autocrítica. Se chegar a uma melhoria das relações, isso deverá consentir uma redução das despesas para armamentos. Os recursos poupados poderão ser destinados para projectos de desenvolvimento das pessoas e dos povos mais pobres e necessitados: o esforço despendido em tal direcção é um serviço à paz no seio da família humana.

7. Quinto âmbito na referida luta contra a pobreza material diz respeito à crise alimentar actual, que põe em perigo a satisfação das necessidades de base. Tal crise é caracterizada não tanto pela insuficiência de alimento, como sobretudo pela dificuldade de acesso ao mesmo e por fenómenos especulativos e, consequentemente, pela falta de um reajustamento de instituições políticas e económicas que seja capaz de fazer frente às necessidades e às emergências. A má nutrição pode também provocar graves danos psicofísicos nas populações, privando muitas pessoas das energias de que necessitam para sair, sem especiais ajudas, da sua situação de pobreza. E isto contribui para alargar a distância angular das desigualdades, provocando reacções que correm o risco de tornar-se violentas. Todos os dados sobre o andamento da pobreza relativa nos últimos decénios indicam um aumento do fosso entre ricos e pobres. Causas principais de tal fenómeno são, sem dúvida, por um lado a evolução tecnológica, cujos benefícios se concentram na faixa superior da distribuição do rendimento, e por outro a dinâmica dos preços dos produtos industriais, que crescem muito mais rapidamente do que os preços dos produtos agrícolas e das matérias-primas na posse dos países mais pobres. Isto faz com que a maior parte da população dos países mais pobres sofra uma dupla marginalização, ou seja, em termos de rendimentos mais baixos e de preços mais altos.

 

 

8. Uma das estradas mestras para construir a paz é uma globalização que tenha em vista os interesses da grande família humana. (8) Mas, para guiar a globalização é preciso uma forte solidariedade global ( 9) entre países ricos e países pobres, como também no âmbito interno de cada uma das nações, incluindo ricas. É necessário um «código ético comum», (10) cujas normas não tenham apenas carácter convencional mas estejam radicadas na lei natural inscrita pelo Criador na consciência de todo o ser humano (cf. Rm 2, 14-15). Porventura não sente cada um de nós, no íntimo da consciência, o apelo a dar a própria contribuição para o bem comum e a paz social? A globalização elimina determinadas barreiras, mas isto não significa que não possa construir outras novas; aproxima os povos, mas a proximidade geográfica e temporal não cria, de per si, as condições para uma verdadeira comunhão e uma paz autêntica. A marginalização dos pobres da terra só pode encontrar válidos instrumentos de resgate na globalização, se cada homem se sentir pessoalmente atingido pelas injustiças existentes no mundo e pelas violações dos direitos humanos ligadas com elas. A Igreja, que é «sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano»,( 11) continuará a dar a sua contribuição para que sejam superadas as injustiças e incompreensões e se chegue a construir um mundo mais pacífico e solidário.

9. No campo do comércio internacional e das transacções financeiras, temos hoje em acção processos que permitem integrar positivamente as economias, contribuindo para o melhoramento das condições gerais; mas há também processos de sentido oposto, que dividem e marginalizam os povos, criando perigosas premissas para guerras e conflitos. Nos decénios posteriores à segunda guerra mundial, o comércio internacional de bens e serviços cresceu de forma extraordinariamente rápida, com um dinamismo sem precedentes na história. Grande parte do comércio mundial interessou os países de antiga industrialização, vindo significativamente juntar-se-lhes muitos países que sobressaíram tornando-se relevantes. Mas há outros países de rendimento baixo que estão ainda gravemente marginalizados dos fluxos comerciais. O seu crescimento ressentiu-se negativamente com a rápida descida verificada, nos últimos decénios, nos preços dos produtos primários, que constituem a quase totalidade das suas exportações. Nestes países, em grande parte africanos, a dependência das exportações de produtos primários continua a constituir um poderoso factor de risco. Quero reiterar aqui um apelo para que todos os países tenham as mesmas possibilidades de acesso ao mercado mundial, evitando exclusões e marginalizações.

10. Idêntica reflexão pode fazer-se a propósito do mercado financeiro, que toca um dos aspectos primários do fenómeno da globalização, devido ao progresso da electrónica e às políticas de liberalização dos fluxos de dinheiro entre os diversos países. A função objectivamente mais importante do mercado financeiro, que é a de sustentar a longo prazo a possibilidade de investimentos e consequentemente de desenvolvimento, aparece hoje muito frágil: sofre as consequências negativas de um sistema de transacções financeiras – a nível nacional e global – baseadas sobre uma lógica de brevíssimo prazo, que busca o incremento do valor das actividades financeiras e se concentra na gestão técnica das diversas formas de risco. A própria crise recente demonstra como a actividade financeira seja às vezes guiada por lógicas puramente auto-referenciais e desprovidas de consideração pelo bem comum a longo prazo. O nivelamento dos objectivos dos operadores financeiros globais para o brevíssimo prazo reduz a capacidade de o mercado financeiro realizar a sua função de ponte entre o presente e o futuro: apoio à criação de novas oportunidades de produção e de trabalho a longo prazo. Uma actividade financeira confinada no breve e brevíssimo prazo torna-se perigosa para todos, inclusivamente para quem consegue beneficiar dela durante as fases de euforia financeira. (12)

11. Segue-se de tudo isto que a luta contra a pobreza requer uma cooperação nos planos económico e jurídico que permita à comunidade internacional e especialmente aos países pobres individuarem e actuarem soluções coordenadas para enfrentar os referidos problemas através da realização de um quadro jurídico eficaz para a economia. Além disso, requer estímulos para se criarem instituições eficientes e participativas, bem como apoios para lutar contra a criminalidade e promover uma cultura da legalidade. Por outro lado, não se pode negar que, na origem de muitos falimentos na ajuda aos países pobres, estão as políticas vincadamente assistencialistas. Investir na formação das pessoas e desenvolver de forma integrada uma cultura específica da iniciativa parece ser actualmente o verdadeiro projecto a médio e longo prazo. Se as actividades económicas precisam de um contexto favorável para se desenvolver, isto não significa que a atenção se deva desinteressar dos problemas do rendimento. Embora se tenha oportunamente sublinhado que o aumento do rendimento pro capite não pode de forma alguma constituir o fim da acção político-económica, todavia não se deve esquecer que o mesmo representa um instrumento importante para se alcançar o objectivo da luta contra a fome e contra a pobreza absoluta. Deste ponto de vista, seja banida a ilusão de que uma política de pura redistribuição da riqueza existente possa resolver o problema de maneira definitiva. De facto, numa economia moderna, o valor da riqueza depende em medida determinante da capacidade de criar rendimento presente e futuro. Por isso, a criação de valor surge como um elo imprescindível, que se há- de ter em conta se quer lutar contra a pobreza material de modo eficaz e duradouro.

12. Colocar os pobres em primeiro lugar implica, finalmente, que se reserve espaço adequado para uma correcta lógica económica por parte dos agentes do mercado internacional, uma correcta lógica política por parte dos agentes institucionais e uma correcta lógica participativa capaz de valorizar a sociedade civil local e internacional. Hoje os próprios organismos internacionais reconhecem o valor e a vantagem das iniciativas económicas da sociedade civil ou das administrações locais para favorecer o resgate e a integração na sociedade daquelas faixas da população que muitas vezes estão abaixo do limiar de pobreza extrema mas, ao mesmo tempo, dificilmente se consegue fazer-lhes chegar as ajudas oficiais. A história do progresso económico do século XX ensina que boas políticas de desenvolvimento são confiadas à responsabilidade dos homens e à criação de positivas sinergias entre mercados, sociedade civil e Estados. Particularmente a sociedade civil assume um papel crucial em todo o processo de desenvolvimento, já que este é essencialmente um fenómeno cultural e a cultura nasce e se desenvolve nos diversos âmbitos da vida civil. (13)

13. Como observava o meu venerado antecessor João Paulo II, a globalização «apresenta-se com uma acentuada característica de ambivalência», (14) pelo que há- de ser dirigida com clarividente sabedoria. Faz parte de tal sabedoria ter em conta primariamente as exigências dos pobres da terra, superando o escândalo da desproporção que se verifica entre os problemas da pobreza e as medidas predispostas pelos homens para os enfrentar. A desproporção é de ordem tanto cultural e política como espiritual e moral. De facto, tais medidas detêm-se frequentemente nas causas superficiais e instrumentais da pobreza, sem chegar às que se abrigam no coração humano, como a avidez e a estreiteza de horizontes. Os problemas do desenvolvimento, das ajudas e da cooperação internacional são às vezes enfrentados sem um verdadeiro envolvimento das pessoas, mas apenas como questões técnicas que se reduzem à preparação de estruturas, elaboração de acordos tarifários, atribuição de financiamentos anónimos. Inversamente, a luta contra a pobreza precisa de homens e mulheres que vivam profundamente a fraternidade e sejam capazes de acompanhar pessoas, famílias e comunidades por percursos de autêntico progresso humano.

 

 

14. Na Encíclica Centesimus annus, João Paulo II advertia para a necessidade de «abandonar a mentalidade que considera os pobres – pessoas e povos – como um fardo e como importunos maçadores, que pretendem consumir tudo o que os outros produziram». «Os pobres – escrevia ele – pedem o direito de participar no usufruto dos bens materiais e de fazer render a sua capacidade de trabalho, criando assim um mundo mais justo e mais próspero para todos». (15) No mundo global de hoje, resulta de forma cada vez mais evidente que só é possível construir a paz, se assegurar a todos a possibilidade de um razoável crescimento: de facto, as consequências das distorções de sistemas injustos, mais cedo ou mais tarde, fazem-se sentir sobre todos. Deste modo, só a insensatez pode induzir a construir um palácio dourado, tendo porém ao seu redor o deserto e o degrado. Por si só, a globalização não consegue construir a paz; antes, em muitos casos, cria divisões e conflitos. A mesma põe a descoberto sobretudo uma urgência: a de ser orientada para um objectivo de profunda solidariedade que aponte para o bem de cada um e de todos. Neste sentido, a globalização há-de ser vista como uma ocasião propícia para realizar algo de importante na luta contra a pobreza e colocar à disposição da justiça e da paz recursos até agora impensáveis.

15. Desde sempre se interessou pelos pobres a doutrina social da Igreja. Nos tempos da Encíclica Rerum novarum, pobres eram sobretudo os operários da nova sociedade industrial; no magistério social de Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo II, novas pobrezas foram vindo à luz à medida que o horizonte da questão social se alargava até assumir dimensões mundiais. (16) Este alargamento da questão social à globalidade não deve ser considerado apenas no sentido duma extensão quantitativa mas também dum aprofundamento qualitativo sobre o homem e as necessidades da família humana. Por isso a Igreja, ao mesmo tempo que segue com atenção os fenómenos actuais da globalização e a sua incidência sobre as pobrezas humanas, aponta os novos aspectos da questão social, não só em extensão mas também em profundidade, no que se refere à identidade do homem e à sua relação com Deus. São princípios de doutrina social que tendem a esclarecer os vínculos entre pobreza e globalização e a orientar a acção para a construção da paz. Dentre tais princípios, vale a pena recordar aqui, de modo particular, o « amor preferencial pelos pobres »,( 17) à luz do primado da caridade testemunhado por toda a tradição cristã a partir dos primórdios da Igreja (cf. Act 4, 32-37; 1 Cor 16, 1; 2 Cor 8-9; Gal 2, 10).

«Cada um entregue-se à tarefa que lhe incumbe com a maior diligência possível» – escrevia em 1891 Leão XIII, acrescentando: «Quanto à Igreja, a sua acção não faltará em nenhum momento». (18) Esta consciência acompanha hoje também a acção da Igreja em favor dos pobres, nos quais vê Cristo, (19) sentindo ressoar constantemente em seu coração o mandato do Príncipe da paz aos Apóstolos: «Vos date illis manducare – dai-lhes vós mesmos de comer» (Lc 9, 13). Fiel a este convite do seu Senhor, a Comunidade Cristã não deixará, pois, de assegurar o seu apoio à família humana inteira nos seus impulsos de solidariedade criativa, tendentes não só a partilhar o supérfluo, mas sobretudo a alterar «os estilos de vida, os modelos de produção e de consumo, as estruturas consolidadas de poder que hoje regem as sociedades». (20) Assim, a cada discípulo de Cristo bem como a toda a pessoa de boa vontade, dirijo, no início de um novo ano, um caloroso convite a alargar o coração às necessidades dos pobres e a fazer tudo o que lhe for concretamente possível para ir em seu socorro. De facto, aparece como indiscutivelmente verdadeiro o axioma «combater a pobreza é construir a paz».

Vaticano, 8 de Dezembro de 2008. 

 

BENEDICTUS PP. XVI

 

Partilha connosco a tua opinião acerca do tema que o Papa Bento XVI lançou para o Ano Novo: Combater a pobreza, construir a paz.

Até amanhã com mais novidades...

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 23:10
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Oração - Receita para um ano feliz e de Paz

Apresentamos mais uma oração do grupo, esta com o tema: Receita para um ano feliz e de Paz.

 

Tome 12 meses completos.

Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.

Corte cada mês em 28, 30 ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhe todas ao mesmo tempo.

Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:

  • Uma parte de fé
  • Uma parte de paciência
  • Uma parte de coragem
  • Uma parte de trabalho

Junte a cada dia, uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.

Misture bem, com uma parte de meditação e uma parte de entretenimento.

Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria e um pouco de acção e uma boa medida de humor.

Coloque tudo num recipiente de amor.

Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.

Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.

 

Agora pratica esta receita!

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 18:14
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Oração - A existência de Deus

Hoje apresentamos-te mais uma oração feita no grupo, (esta foi feita pelo Vítor) e tem como tema: "A existência de Deus". Tal como tínhamos prometido, apresentamos este ano a continuidade de orações que se vão fazendo no grupo, de forma a tu poderes conhecer melhor o nosso grupo e também fazeres oração, com a ajuda dos nossos textos. 

 

Texto:

"Senhor, meu Deus, o teu silêncio confunde-me. Onde estás? Onde te escondeste? Nem sabes como te tenho procurado, já não tenho forças para procurar mais! Disseram que podia encontrar-te nas igrejas. Entre em várias e não te encontrei! Procurei-te em todo o lado, desde os que me rodeiam, até fui para o mar; mesmo aí, Tu não estavas. Ao procurar-te vi tanta dor, tanto sofrimento, tantas lutas, invejas, tudo me confunde, e Tu onde é que estás? Estou perdido, desisto de procurar, não posso mais. É então, que Tu surge dentro de mim. É incrível! Todo este tempo te procurei, e Tu estavas dentro de mim, corres-te para onde eu corri, viste tudo o que eu vi. Estavas dentro de mim, só que eu estava tão preocupado em encontrar-Te que não te vi, não te senti. É no silêncio que Tu estás, dentro de nós, é no silêncio. Tu estás sempre.  Obrigado pelo teu silêncio. Obrigado pela tua disponibilidade. Pelo teu acolhimento. Obrigado pela liberdade. Obrigado pela tua presença, porque sempre estás! Ajuda-me a ser peregrino, a procurar-te sempre mais na humildade e no silêncio.

 

Poema: "A amizade que devemos ter com os outros"

 

Um amigo está sempre connosco,

Partilha dos bons e maus momentos

Ajuda-nos em tudo o que for preciso

E é um amigo no qual se pode contar sempre.

 

Está sempre disponível para ajudar

Aplicado quando é para estudar

E sempre pronto para noitadas e divertimentos.

 

Um grande amigo apoia

Está sempre pronto a ajudar

E com ideias de e para fazer o grupo avançar

E a crescer para fazer uma pessoa

A sair da angústia e a fazer-te feliz.

 

É amigo que te compreende

Nos momentos difíceis

Que te vai ver quando estás doente

E que te auxilia nos momentos

ais difíceis da tua vida.

 

Este é um amigo que

Todos gostam de ter.

Melhorarmos a nossa amizade

Com os nossos colegas;

Que eles poderão ser uns grandes amigos

Que nunca se esquecerão de nós.

 

(Poema feito pelo Vítor Melo)

 

Espero que tenhas gostado desta oração que te apresentamos hoje.

Até amanhã com mais novidades!

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 16:45
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Tradições do Dia de Reis em Portugal

O dia de Reis comemora-se no dia 6 de Janeiro.

Em Portugal a quem sair a fava do Bolo-rei deve pagar o bolo no ano seguinte.

Grupos de pessoas juntam-se e vão pelas portas Cantar os Reis que são canções tradicionais da vida de Jesus e saudações à família e donos da casa.

O canto é acompanhado por instrumentos populares como: o reco-reco, os ferrinhos, o bombo, o acordeão e a viola.

Depois de cantarem, os donos da casa, convidam os reizeiros para entrar e oferecem-lhes comida e bebida.

O Cantar de Reis começa no dia 5 de Janeiro e vai até ao dia 20.

Há ainda outra tradição, as Janeiras, em que se cantam canções em grupos no dia 31 de Dezembro e 1 de Janeiro.

Em certas regiões as pessoas oferecem azeite novo para alimentar as  candeias da igreja ou capela da sua terra, em homenagem às almas dos familiares que já morreram.

 

Espero que tenham gostado saber mais um pouco sobre esta data comemorativa em Janeiro e sobre a importância que ela tem, mais que uma tradição, os Reis demonstram que 3 Reis do Oriente visitaram o verdadeiro Rei - Jesus Cristo. Jesus não tinha dinheiro ou povo que o subjugava, mas sim tinha o povo de todo o mundo para evangelizar e dar a conhecer Deus - Pai aos Homens.

 

P.S.: Caso tenhas músicas tradicionais ou histórias sobre os Reis, gostaríamos que partilhasses connosco, no blog, para conhecermos.

Obrigado e Bons Reis!

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 17:56
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Dia de Reis - 6 de janeiro

Olá! Destacamos a mensagem de hoje ao Dia de Reis, que se celebra hoje por todo o mundo, (sendo nalguns países, como Espanha feriado nacinal).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Porque se celebra o dia de Reis?

 

"O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de «uns magos» que, segundo o hagiológio foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de Janeiro. A noite do dia 5 de Janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como «Noite de Reis».

 

A Epifania do Senhor (do grego Ἐπιφάνεια: "a aparição; um fenómeno miraculoso") é uma festa religiosa cristã que se celebrava no dia 6 de Janeiro, ou seja, doze dias após o Natal, porém, a partir da reforma do calendário litúrgico em 1969 passou a ser comemorada 2 Domingos após o Natal.

Na narração bíblica Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do oriente (como está relatado em Mateus 2, 1-12) e que é celebrada no dia 6 de Janeiro; a Epifania a João Batista no rio Jordão; e a Epifania a seus discípulos e início de sua vida pública com o milagre de Caná quando começa o seu ministério.

O «Dia de Reis» é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia comemora-se a visita de um grupo de reis magos (Mt.2, 1-12), vindos do Oriente, para adorar a "Epifania do Senhor". Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade.

O termo "mago" vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país das suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinónimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus.

Esses soberanos correctos, esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela rectidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria das suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se encontrava o Menino Deus.

Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando ao palácio do rei Herodes e perguntando "pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus". Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram a sua busca e encontraram o Menino Deus.

A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Alí, os reis magos, depois de adorarem o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro, significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para as suas nações, evitando novo contacto com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor.

A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Belchior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos mortais estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, em Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colónia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje.

No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: "O primeiro, diz, foi Belchior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos... O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro... O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. "A Palavra de Cristo", IX, p. 195)".

 

 

 

(Informações in site da Eclesia)

Publicado por gjemanuel-chaves às 17:39
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Jornal Semeando - Dezembro de 2008

Destacamos agora as principais notícias do Jornal Semeando, edição de Dezembro de 2008. Só esta semana recebemos a última edição do Jornal, pertencente à JEF.

Trazemos aqui todas as notícas fresquinhas da JEF.

 

Presépio interior

 

Neste tempo de espera, de Advento, há um caminho a percorrer, um presépio interior a construir.

São muitas as figuras e demais adereços qe que o nosso presépio precisa.

A gruta - Para a construir a gruta vou precisar de material resistente e acolhedor, para que o menino consiga superar o frio. Uma fé sólida e a leitura atenta da Palavra de Deus vão revestindo essa gruta interior que devo preparar para que se faça Natal em mim.

 

Maria - afigura de Maria é essencial no presépio. Enquanto preparo a gruta, devo aprender com Maria a ser humilde, paciente, alegre e corajosa. Desta forma o presépio vai crescendo.

 

José - Para colocar José no meu presépio devo assumir as suas atitudes de confiança, acolhimento da vontade de Deus e serviço.

 

Os animais - Farão parte do meu presépio interior quando, com o calor do meu tempo e das capacidades que Deus me dá, aquecer com carinho todo aquele que tem frio, ou seja, falta de amor.

 

Pastores - Entrarão no meu presépio interior se, com alegria, procurar estar atento a todos os sinais de Deus na minha vida.

 

Reis Magos - Surgirão quando tiver a coragem de oferecer ao outro / Outro, tudo aquilo quanto sou e tenho, porque é meu irmão.

 

Jesus - Nascerá quando o meu presépio interior estiver pronto pela graça de Deus se fizer Natal em mim.

 

Mãos à obra!

 

Como construir a Paz:

  • Não me colocar no centro, mas colocar Cristo.
  • Saber calar e escutar.
  • Saber pedir e dar o perdão.

 Conto: "Uma estrela do mar"

 

Certo dia, enquanto caminhava pela praia, reparei num homem que se baixava, pegava em algo da areia e lançava ao mar. Fazia-o reptidamente.

Aproximei-me e dei conta que o que o homem apanhava eram estrelas-do-mar que as ondas depositavam na areia. E, uma a uma, atirava-as de novo ao mar.

Admirado, perguntei-lhe o que andava a fazer e ele respondeu-me:

- Estou a mandar estrelas-do-mar novamente para o oceano.

Como pode ver, a maré está baixa, e estas estrelas ficam na areia da praia, se não as atiro ao mar, morrerão aqui por falta de oxigénio.

- Percebo, mas deve haver milhares sobre a praia. Não podes devolvê-las todas ao mar. E talvez não dês conta, mas isto acontece em muitas praias ao longo da costa. Não estás a fazer algo que não faz snetido?

O homem sorriu, inclinou-se e apanhou uma estrela-do-mar; e enquanto a lançava de volta ao mar, respondeu:

- para esta sim, faz sentido!"

 

Pela mão de Deus , somos lançados constantemente ao mar da vida; porque ele aposta em mim, precisa de mim, lança-me, convida-me a arriscar, a ir de novo, a caminhar...

 

Abertura JEF

 

O ano de actividades JEF começou formalmente na capela do Centro D. Abílio Vaz das Neves em Macedo de Cavaleiros. Esta comunidade acolheu os 36 jovens de 8 grupos JEF, que aceitaram o desafio de participar no lançamento do ano pastoral.

Depois da oração Paulina realizada na capela, o secretariado apresentou o plano de actividades para este novo ano de corrida apostólica. No final, e ainda antes de almoço, os jovens tiveram de correr e correr muito até chegar à meta. Nesta corrida houve alguns desafios e algumas canseiras, próprias de atletas que só agora começaram as competições. De seguida apresentamos algumas cartas que eles escreveram para nós. Vejam como valeu a pena a corrida!

 

  • "Jovens! Não vale a pena ter vergonha do que sois. Se os outros gozam não ligueis ao que eles dizem. Sê tu mesmo e assume a tua fé sem medo, pois quem gosta de ti vervadeiramente, não te julga, perdoa-te."
  • "Caros jovens! No nosso dia-a-dia temos de enfrentar muitos obstáculos. Tal como S. Paulo devemos acreditar que, com a força de Deus, seremos capazes de superar seja o que for."
  • "Para ti, meu caro jovem! Todos os jovens podem amar melhor, fazendo o bem. O amor não é invejoso. Devemos partlhá-lo. Não procuremos o nosso próprio interesse, mas estejamos atentos ao outro. Sê bom!"
  • "Jovem! Quantas perguntas fazes tu diariamente? Quantas respostas obténs? Quantas vezes te perguntas que caminho seguir? Que escolhas fazer? Em quem acreditar? Em quem confiar? E muitas outras questões que te são colocadas e que colocas... O Espírito Santo ajuda-te a encontrar as respostas... Ele é a sabedoria. Agradeçemos a sua presença e acção e sejamos testemunhas do amor. Serás feliz!"
  •  "Jovens! Porque não evangelizamos? Porque nos falta a energia para falar de Deus? Porque pomos Deus de parte e colocamos no centro apenas os nossos interesses?"
  • "Jovens! O facto de sermos um só corpo não implica que todos tenhamos de ser iguais. Embora todos nós saciemos com o Pão da Vida, nem todos o sabem saborear. Saciai a vossa fome em Cristo! Mas para que essa fome seja verdadeiramente saciada, temos que correr riscos e obstáculos com determinação e ter esperança de que com Cristo tudo se supera. Se Jesus nos ama, não tenhamos medo da nossa resposta. Ele é único!"
  • "Caros Jovens! O Senhor é o capitão da nossa equipa e sem a Sua força é impossível participar neste jogo que é a vida. Por mais que tentemos evitá-lo, Ele está sempre presente nas nossas vidas, pois Ele é omnipotente e omnisciente. caminhemos, cada um a seu ritmo, mas o Senhor não nos deixa sós."

"Deus não é um ser indiferente ou longínquo, pois não estamos abandonados a nós mesmo."

João Paulo II

 

Lanço-me

 

"Custa sempre lançar-me!

É arriscado, Senhor!

Quando a corrente parece contrária

E a água é demasiado fria...

É dificil lançar em ti

A minha Juventude,

Confiar-te totalmente

Tudo o que tenho e sei...

Porque tu queres tudo!

E eu, cansado umas vezes,

Sozinho e sem rumo outras,

Sinto-me tentado a viver

Em contínuo descanso...

Aqui estou, Senhor!

Esta paz, este silêncio...

Não são a música de fundo

Da minha vida diária.

Aqui ouve-se tudo...

Ouço a tua palavra!

Mas tenho medo.

Medo de tomar

A minha vida nas mãos.

Estou cansado, Senhor...

Cansado de fazer sempre

A mesma coisa,

Cansado de andar

De um lado para o outro,

Quase sempre sem parar.

Estou cansado da velocidade,

Cansado do ruído

E da música estridente...

Estou cansado do stress

E do vazio em que vivo.

Eu sei que tenho

De me lançar!

Para Ti e para o mundo!

Dá-me uma vontade infinita!

E eu entregar-me-ei,

POrque sinto que veces

Em mim,

Conquista-me, Senhor!

Confiante,

Atiro-me, lanço-me!

Apanha-me, senhor!"

 

Com os Grupos de jovens

 

O Secretariado começou já as suas visitas aos grupos. As Irmãs do secretariado já estiveram nos grupos de Loivos e Macedo de Cavaleiro, (grupo do Centro D. Abílio e o grupo Cidade).

Em Loivos estavam presentes 16 jovens, no dia 26 de Outubro e em Macedo estavam 16 jovens presentes , no dia 23 de Novembro.

 

Encontro de Animadores - 15 de Novembro de 2008

 

Com a preciosa ajuda do sr, Padre Eduardo Novo (MIC), 16 jovens das equipas de animadores de 5 gruypos fizeram caminhada no conhecimento da vda e missão de São Paulo.

O Lar de Nossa Senhora do Amparo acolheu esta equipa corajosa no dia 15 de Novembro de 2008.

Todos foram convidados a não se deixarem conformar, nas a deixarem-se transformar pela fé.

"Deixar de ser amorfos, apáticos, sonecas, molengas. Afinal vale a pena! Sabemos para onde vamos, para quem vamos.

Deixemos de andar frustrados e tristes, Ele age por nós!"

Paulo lança-se na aventura da vida porque faz a experiência do encontro com Cristo, o que o leva a uma conversão, mudança de vida.

Na tarefa de animação é a fé Cristo que nos move e torna possível a nossa issão tão desafiante.

Na parte da tarde foi distribuída pelos grupos representados a proposta de esquemas para as reuniões de grupos.

A supresa surgiu quando a cada grupo foi entregue um envelope gigante que o grupo irá enriquecer com mensagens, cartas e trabalhos vários até à Assembleia JEF, onde serão trocados aleatoriamente.

No final do encontro ainda houve tempo para um delicioso magusto.

Bom trabalho!

 

Correio

 

M-ais uma carta chegou ao nosso correio para vós.

Desta vez parece uma lição de arquitectura ou engenharia.

Fala-nos de construções bem ajustadas e de pedras angulares, de alicerces, de casas e habitações.

Sim, também nós somos convidados a construir a casa de Deus, não de uma forma passiva mas integrados na construção, para formarmos uma habitação de Deus, pelo Espírito.

Como fazer parte desta habitação?

Como construir em mim uma casa para Deus?

Como ser pedra viva no templo que é a Igreja?

Pelo Espírito, é Ele quem nos ensina a construir.

É ele quem nos fortalece nos trabalhos.

É ele quem ilumina as noites de cansaço.

Neste tempo de construções de presépios, muito gostará o Menino de encontrar em mim uma gruta para descansar.

 

Ef 2, 19-22

"Portanto, já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deu, edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, tendo por pedra angular o próprio  Cristo Jesus.´É nele que toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo, no Senhor. É nele que também vós sois integrados na construção, para formardes uma habitação de deus, pelo Espírito."

 

Sínodo

 

A Mensagem final da XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que aconteceu no Vaticano, foi já publicada. Os delegados dos episcopados católicos de todo o mundo defendem a presença da Bíblia nas famílias, nas escolas e no mundo da cultura, utilizando também a "comunicação informática, televisiva e virtual."

O texto divulgado pela página oficila do Sínodo, divide-se em quatro capítulos, ("A voz da Palavra: a Revelação"; "O rosto da Palavra: Jesus Cristo"; "A casa da Palavra: a Igreja"; As estradas da palavra: a missão") e 15 pontos.

"A Bíblia deve entrar nas famílias, para que os pais e os filhos a leiam, rezem com ela e esta seja para elas uma luz para os passos no caminho da existência", pode ler-se. Os Bispos reunidos no Vaticano destacam-se que as "Sagradas Escrituras devem entrar também nas escolas e nos âmbitos culturais, porque foram durante séculos a referência capital da arte, da literatura, da música, do pensamento e da própria ética comum".

"A sua riqueza simbólica, poética e narrativa torna-a uma bandeira da beleza, seja para a fé, seja para a própria cultura, num mundo muitas vezes desfigurado. Os fiéis são convidados a "guardar a Bínlia" nas suas casas, para que "leiam, aprofundem e compreendam plenamente as suas páginas", transformando-as em "oração e testemunho de vida" e deixando espaços de silêncio neste processo.

 

Terminamos este post por hoje, (onde apresentamos os principais destaques do jornal Semeando, da JEF - movimento ao qual pertencemos, como grupo de jovens), renovando em conjunto com a JEF, os votos de Bom Ano de 2009, cheio de alegria e paz

Até amanhã e boa semana...

Publicado por gjemanuel-chaves às 22:09
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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Reunião do grupo - Mensagem do Papa Bento XVI para o Ano Novo

Olá! Hoje na reunião do grupo, lemos a Mensagem do Papa Bento XVI para o Ano Novo, (esta deixamos-te de seguida aqui no blog). Reflectimos sobre o tema que o Papa dedicou na sua mensagem: Família humana, comunidade de Paz. É um tema importante para parar e pensar no que é a família como conceito, hoje - século XXI. Qual será o papel da Família na sociedade? Será que a família ainda é importante? Como está a família hoje?

Estas são algumas das perguntas que nos questionamos, tendo em conta que cada jovem do grupo, está integrado numa família e por principio a família par si é importante; mas para individuo hoje na sociedade global, como será?

 

Deixamos-te agora Mensagem do Papa...

 

DIA MUNDIAL DA PAZ – 1 de Janeiro de 2008

 

Família humana, comunidade de paz

«1. NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo formular os meus calorosos votos de paz, acompanhados duma viva mensagem de esperança, aos homens e mulheres do mundo inteiro. Faço-o, propondo à reflexão comum o tema com que encabeço esta mensagem e que tenho particularmente a peito: Família humana, comunidade de paz. Com efeito, a primeira forma de comunhão entre pessoas é a que o amor suscita entre um homem e uma mulher, decididos a unir-se estavelmente para construírem juntos uma nova família. Entretanto, os povos da terra também são chamados a instaurar entre si relações de solidariedade e colaboração, como convém em membros da única família humana: «Os homens – diz o Concílio Vaticano II – constituem todos uma só comunidade; todos têm a mesma origem, pois foi Deus quem fez habitar em toda a terra todo o género humano (Act 17, 26); todos têm também um só fim último, Deus» (1).

Família, sociedade e paz

2. A família natural, enquanto comunhão íntima de vida e de amor fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher (2), constitui “o lugar primeiro da ‘‘humanização” da pessoa e da sociedade» (3), o “berço da vida e do amor» (4), Por isso, a família é justamente designada como a primeira sociedade natural, “uma instituição divina colocada como fundamento da vida das pessoas, como protótipo de todo o ordenamento social» (5).

3. Com efeito, numa vida familiar «sã», experimentam-se algumas componentes fundamentais da paz: a justiça e o amor entre irmãos e irmãs, a função da autoridade manifestada pelos pais, o serviço carinhoso aos membros mais débeis porque pequenos, doentes ou idosos, a mútua ajuda nas necessidades da vida, a disponibilidade para acolher o outro e, se necessário, perdoar-lhe. Por isso, a família é a primeira e insubstituível educadora para a paz. Não admira, pois, que a violência, quando perpetrada em família, seja sentida como particularmente intolerável. Deste modo, quando se diz que a família é “a primeira célula vital da sociedade” (6), afirma-se algo de essencial. A família é fundamento da sociedade inclusivamente porque permite fazer decisivas experiências de paz. Devido a isso, a comunidade humana não pode prescindir do serviço que a família presta. Onde poderá o ser humano em formação aprender melhor a apreciar o “sabor” genuíno da paz do que no “ninho” primordial que a natureza lhe prepara? A linguagem familiar usa um léxico de paz; é necessário recorrer sempre a ela para não perder o uso do vocabulário da paz. Na inflação das linguagens, a sociedade não pode perder a referência àquela “gramática” que cada criança aprende dos gestos e olhares da mãe e do pai, antes mesmo das suas palavras.

4. Uma vez que a família tem o dever de educar os seus membros, a mesma é titular de direitos específicos. A própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, que constitui uma aquisição da civilização jurídica de valor verdadeiramente universal, afirma que “a família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito a ser protegida pela sociedade e pelo Estado” (7). Por seu lado, a Santa Sé quis reconhecer uma especial dignidade jurídica à família, publicando a Carta dos Direitos da Família. Lê-se no Preâmbulo: “Os direitos da pessoa, ainda que expressos como direitos do indivíduo, têm uma dimensão social fundamental, que encontra na família a sua expressão originária e vital” (8). Os direitos enunciados na Carta são expressão e explicitação da lei natural, inscrita no coração do ser humano e que lhe é manifestada pela razão. A negação ou mesmo a restrição dos direitos da família, obscurecendo a verdade sobre o homem, ameaça os próprios alicerces da paz.

5. Deste modo quem, mesmo inconscientemente, combate a instituição familiar, debilita a paz na comunidade inteira, nacional e internacional, porque enfraquece aquela que é efectivamente a principal “agência” de paz. Este é um ponto que merece especial reflexão: tudo o que contribui para debilitar a família, fundada no matrimónio de um homem e uma mulher, como tudo o que directa ou indirectamente refreia a sua abertura ao acolhimento responsável de uma nova vida, e dificulta o seu direito de ser a primeira responsável pela educação dos filhos, constitui um impedimento objectivo no caminho da paz. A família tem necessidade da casa, do emprego ou do justo reconhecimento da actividade doméstica dos pais, da escola para os filhos, de assistência sanitária básica para todos. Quando a sociedade e a política não se empenham em ajudar a família nestes campos, privam-se de um recurso essencial ao serviço da paz. De forma particular os meios de comunicação social, pelas potencialidades educativas de que dispõem, têm uma responsabilidade especial de promover o respeito pela família, de ilustrar as suas expectativas e os seus direitos, de pôr em evidência a sua beleza.

A humanidade é uma grande família

6. A própria comunidade social, para viver em paz, é chamada a inspirar-se nos valores por que se rege a comunidade familiar. Isto vale tanto para as comunidades locais como nacionais; mais, vale para a própria comunidade dos povos, para a família humana que vive nesta casa comum que é a terra. Numa tal perspectiva, porém, não se pode esquecer que a família nasce do “sim” responsável e definitivo de um homem e de uma mulher, e vive do “sim” consciente dos filhos que pouco a pouco entram a fazer parte dela. Para prosperar, a comunidade familiar tem necessidade do consenso generoso de todos os seus membros. É preciso que esta consciência se torne convicção partilhada também por quantos são chamados a formar a família humana comum. É necessário saber dizer o “sim” pessoal a esta vocação que Deus inscreveu na nossa própria natureza. Não vivemos uns ao lado dos outros por acaso; estamos percorrendo todos um mesmo caminho como homens e por isso como irmãos e irmãs. Desta forma, é essencial que cada um se empenhe por viver a própria vida em atitude de responsabilidade diante de Deus, reconhecendo n'Ele a fonte originária da existência própria e alheia. É subindo até este Princípio supremo que se pode perceber o valor incondicional de todo o ser humano, colocando as premissas para a edificação duma humanidade pacificada. Sem este fundamento transcendente, a sociedade é apenas um agregado de vizinhos, e não uma comunidade de irmãs e irmãos chamados a formar uma grande família.

Família, comunidade humana e ambiente

7. A família precisa duma casa, dum ambiente à sua medida, onde tecer as próprias relações. No caso da família humana, esta casa é a Terra, o ambiente que Deus criador nos deu para que o habitássemos com criatividade e responsabilidade. Devemos cuidar do ambiente: este foi confiado ao homem, para que o guarde e cultive com liberdade responsável, tendo sempre como critério orientador o bem de todos. Obviamente, o ser humano tem um primado de valor sobre toda a criação. Respeitar o ambiente não significa considerar a natureza material ou animal mais importante do que o homem; quer dizer antes não a considerar egoisticamente à completa disposição dos próprios interesses, porque as gerações futuras também têm o direito de beneficiar da criação, exprimindo nela a mesma liberdade responsável que reivindicamos para nós. Nem se hão-de esquecer os pobres, em muitos casos excluídos do destino universal dos bens da criação. Actualmente a humanidade teme pelo equilíbrio ecológico do futuro. Será bom que as avaliações a este respeito se façam com prudência, no diálogo entre peritos e cientistas, sem acelerações ideológicas para conclusões apressadas e sobretudo pondo-se conjuntamente de acordo sobre um modelo de progresso sustentável, que garanta o bem-estar de todos no respeito pelos equilíbrios ecológicos. Se a tutela do ambiente comporta os seus custos, estes devem ser distribuídos com justiça, tendo em conta a disparidade de desenvolvimento dos vários países e a solidariedade com as futuras gerações. Prudência não significa deixar de assumir as próprias responsabilidades e adiar as decisões; significa antes assumir o empenho de decidir juntos depois de ter ponderado responsavelmente qual a estrada a percorrer, com o objectivo de reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente, que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem caminhamos.

8. A tal propósito, é fundamental “sentir” a Terra como “nossa casa comum” e escolher, para uma gestão da mesma ao serviço de todos, a estrada do diálogo em vez de decisões unilaterais. Podem-se aumentar, se for necessário, os lugares institucionais a nível internacional, para se enfrentar conjuntamente o governo desta nossa “casa”; mas, o que mais conta é fazer amadurecer nas consciências a convicção da necessidade de colaborar responsavelmente. Os problemas que se desenham no horizonte são complexos e o tempo escasseia. Para fazer frente de maneira eficaz à situação, é preciso agir de comum acordo. Um âmbito onde seria particularmente necessário intensificar o diálogo entre as nações é o da gestão dos recursos energéticos do planeta. A tal respeito, uma dupla urgência preme sobre os países tecnologicamente avançados: é preciso, por um lado, rever os elevados níveis de consumo devido ao modelo actual de progresso e, por outro, providenciar adequados investimentos para a diferenciação das fontes de energia e o melhoramento da sua utilização. Os países emergentes sentem carência de energia, mas às vezes esta carência é remediada prejudicando os países pobres, que, pela insuficiência das suas infra-estruturas nomeadamente tecnológicas, se vêem obrigados a vender ao desbarato os recursos energéticos em seu poder. Às vezes, a sua própria liberdade política é posta em questão por formas de protectorado ou, em todo o caso, de condicionamento que resultam claramente humilhantes.

Família, comunidade humana e economia

9. Condição essencial para a paz nas famílias é que estas assentem sobre o alicerce firme de valores espirituais e éticos compartilhados. No entanto, é preciso acrescentar que a família experimenta autenticamente a paz quando a ninguém falta o necessário, e o património familiar – fruto do trabalho de alguns, da poupança de outros e da colaboração activa de todos – é bem gerido na solidariedade, sem excessos nem desperdício. Para a paz familiar, portanto, é necessária a abertura a um património transcendente de valores, mas, simultaneamente, há que não menosprezar a sapiente gestão quer dos bens materiais quer das relações entre as pessoas. A ausência desta componente tem como consequência a quebra da confiança recíproca devido às perspectivas incertas que passam a gravar sobre o futuro do núcleo familiar.

10. O mesmo se diga daquela grande família que é a humanidade no seu todo. De facto a família humana, que hoje aparece ainda mais interligada pelo fenómeno da globalização, além de um alicerce de valores compartilhados tem necessidade também de uma economia que corresponda verdadeiramente às exigências de um bem comum com dimensões planetárias. A referência à família natural revela-se, deste ponto de vista também, singularmente sugestiva. Entre os seres humanos e entre os povos, é preciso promover relações correctas e sinceras, que permitam a todos colaborar num plano de paridade e justiça. Ao mesmo tempo, tem-se de trabalhar por uma sábia utilização dos recursos e uma equitativa distribuição da riqueza. De forma particular, as ajudas concedidas aos países pobres devem obedecer a critérios duma lógica económica sã, evitando desperdícios que no fim de contas resultam sobretudo do funcionamento de custosos aparelhos burocráticos. É preciso ter em devida conta também a exigência moral de fazer com que a organização económica não obedeça somente às duras leis do lucro imediato, que se podem revelar desumanas.

Família, comunidade humana e lei moral

11. Uma família vive em paz, se todos os seus componentes se sujeitam a uma norma comum: é esta que impede o individualismo egoísta e que mantém unidos os indivíduos, favorecendo a sua coexistência harmoniosa e acção para o fim comum. Tal critério, em si óbvio, vale também para as comunidades mais amplas: desde as locais passando pelas nacionais, até à própria comunidade internacional. Para se gozar de paz, há necessidade duma lei comum que ajude a liberdade a ser autêntica, e não um arbítrio cego, e que proteja o fraco da prepotência do mais forte. Na família dos povos, verificam-se muitos comportamentos arbitrários, seja dentro dos diversos Estados seja nas relações destes entre si. Além disso, não faltam situações em que o fraco tem de inclinar a cabeça não frente às exigências da justiça, mas à força nua e crua de quem possui mais meios do que ele. É preciso repeti-lo: a força há-de ser sempre disciplinada pela lei, e isto mesmo deve acontecer também nas relações entre Estados soberanos.

12. Sobre a natureza e a função da lei, já muitas vezes se pronunciou a Igreja: a norma jurídica que regula as relações das pessoas entre si, disciplinando os comportamentos externos e prevendo também sanções para os transgressores, tem como critério a norma moral assente na natureza das coisas. A razão humana, por sua vez, é capaz de discerni-la, pelo menos nas suas exigências fundamentais, subindo assim até à Razão criadora de Deus que está na origem de todas as coisas. Esta norma moral deve regular as opções das consciências e guiar todos os comportamentos dos seres humanos. Existirão normas jurídicas para as relações entre as nações que formam a família humana? E, se existem, serão operativas? Eis a resposta: sim, as normas existem, mas para fazer com que sejam verdadeiramente operativas é preciso subir até à norma moral natural como base da norma jurídica; de contrário, esta fica à mercê de frágeis e provisórios consensos.

13. O conhecimento da norma moral natural não está vedado ao homem que entre em si mesmo e, tendo diante dos olhos o próprio destino, se interrogue sobre a lógica interna das mais profundas inclinações do seu ser. Embora com perplexidades e incertezas, ele pode chegar a descobrir, pelo menos nas suas linhas essenciais, esta lei moral comum que, independentemente das diferenças culturais, permite aos seres humanos entenderem-se entre si quanto aos aspectos mais importantes do bem e do mal, do justo e do injusto. É imprescindível subir até esta lei fundamental, empenhando nesta pesquisa as nossas melhores energias intelectuais, sem se deixar desanimar por equívocos ou confusões. Com efeito, valores radicados na lei natural estão presentes, ainda que de forma fragmentária e nem sempre coerente, nos acordos internacionais, nas formas de autoridade universalmente reconhecidas, nos princípios do direito humanitário recebido nas legislações dos diversos Estados ou nos estatutos dos organismos internacionais. A humanidade não está “sem lei”. É urgente, porém, prosseguir o diálogo sobre estes temas, favorecendo a convergência das próprias legislações dos diversos Estados sobre o reconhecimento dos direitos humanos fundamentais. O crescimento da cultura jurídica no mundo depende, para além do mais, do esforço de tornar as normas internacionais sempre de conteúdo substancial e profundamente humano, para evitar a sua redução a procedimentos facilmente contornáveis por motivos egoístas ou ideológicos.

Superação dos conflitos e desarmamento

14. A humanidade vive hoje, infelizmente, grandes divisões e fortes conflitos que lançam densas sombras sobre o seu futuro. Temos vastas áreas do planeta envolvidas em tensões crescentes, enquanto o perigo de se multiplicarem os países detentores de armas nucleares cria motivadas apreensões em todas as pessoas responsáveis. Há ainda muitas guerras civis no continente africano, embora também se tenham registado em vários dos seus países progressos na liberdade e na democracia. O Médio Oriente continua a ser teatro de conflitos e atentados, que não deixam de influenciar nações e regiões limítrofes com o risco de arrastá-las na espiral da violência. A nível mais geral, há que registar, com tristeza, um número maior de Estados envolvidos na corrida aos armamentos: temos até nações em vias de desenvolvimento que destinam uma quota importante do seu magro produto interno para a compra de armas. Neste funesto comércio, são muitas as responsabilidades: há os países do mundo industrialmente desenvolvido que arrecadam avultados lucros da venda de armas e temos as oligarquias reinantes em muitos países pobres que pretendem reforçar a sua posição com a aquisição de armas cada vez mais sofisticadas. Em tempos tão difíceis, é verdadeiramente necessária a mobilização de todas as pessoas de boa vontade para se encontrarem acordos concretos que visem uma eficaz desmilitarização, sobretudo no campo das armas nucleares. Nesta fase, em que o processo de não proliferação nuclear marca passo, sinto-me no dever de exortar as autoridades a retomar, com mais firme determinação, as conversações em ordem ao desmantelamento progressivo e concordado das armas nucleares existentes. Ao renovar este apelo, sei que dou voz a um desejo compartilhado por quantos têm a peito o futuro da humanidade.

15. Há sessenta anos, a Organização das Nações Unidas tornava pública, de maneira solene, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948-2008). Com tal documento, a família humana reagia aos horrores da II Guerra Mundial, reconhecendo a sua própria unidade, assente na igual dignidade de todos os homens, e pondo, no centro da convivência humana, o respeito pelos direitos fundamentais dos indivíduos e dos povos: tratou-se de um passo decisivo no árduo e empenhativo caminho da concórdia e da paz. Merece também menção especial a passagem do 25º aniversário da adopção pela Santa Sé da Carta dos Direitos da Família (1983-2008), bem como o 40º aniversário da celebração do primeiro Dia Mundial da Paz (1968-2008). Fruto duma providencial intuição do Papa Paulo VI, retomada com grande convicção pelo meu amado e venerado predecessor, Papa João Paulo II, a celebração deste Dia proporcionou ao longo dos anos a possibilidade de a Igreja desenvolver, através das Mensagens publicadas para tal circunstância, uma doutrina elucidativa em defesa deste bem humano fundamental. É precisamente à luz de tais comemorações significativas que convido todos os homens e mulheres a tomarem consciência mais lúcida da sua pertença comum à única família humana e a empenharem-se por que a convivência sobre a terra espelhe cada vez mais esta convicção da qual depende a instauração de uma paz verdadeira e duradoura. Em seguida, convido os crentes a implorarem de Deus, sem se cansar, o grande dom da paz. Os cristãos, por seu lado, sabem que podem confiar-se à intercessão d'Aquela que, sendo Mãe do Filho de Deus encarnado para a salvação da humanidade inteira, é Mãe comum.

A todos desejo um Ano Novo feliz!

Vaticano, 8 de Dezembro de 2007.»

 

Gostariamos que, depois de teres lido a Mensagem do papa para o Ano Novo, que deixasse a tua mensagem sobre o que é a família para Ti. Qual a importância que esta tem nos dias de hoje? E como é que achas que a Família está actualmente? Ainda estara integrada, unida, com amor...ou desagregada.

Partilha connosco as tuas ideias sobre este tema, de forma a discutirmos este tema durante a semana.

 

 

 

P.S: De seguida apresentaremos os principais destaques do Jornal Semeando. 

 

Publicado por gjemanuel-chaves às 19:36
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Oração - Orar com Jesus

Olá! Como foi o tua passagem de ano? Esperamos que tenhas entrado bem no novo ano, que este ano seja possível concretizar os teus objectivos que não conseguiste no ano anterior, tal como nós o esperamos para o grupo de jovens.

Para hoje deixamos-te uma oração que já fizemosno grupo de jovens, esta tem como tema: "Orar com Jesus".

Esperamos que gostes, mas que acima de tudo, rezes um bocadinho esta oração como e para Jesus.

 

Cântico Inicial:

Irmãos adoremos o Senhor nosso Deus

Nosso Deus e nosso Pai.

 

Acto Penitencial:

Senhor, somos ingratos, tantas vezes não reconhecemos que p teu amor se manifesta em tantos dons do nosso Dia a dia e, por isso, nos esquecemos de Te agradecer...

Senhor, misericórdia!

 

Todos: Senhor, misericórdia!

 

Cristo, somos desleixados, tantas vezes não pensamos

que a nossa vida só tem sentido sse tiver em Ti o seu

Caminho e a sua meta e, por isso, vamos deixando

Para traz a oração, a confissão, a eucaristia...

Cristo, misericórdia!

 

Todos: Cristo, misericóridia!

 

senhor, somos tíbios, tantas vezes não procuramos

Renovar a nossa vida, não nos dispomos à conversão,

Para Te amar verdadeiramente e, deste modo, não

damos aos outros verdadeiro testemunho de vida...

Senhor, misericórida!

Todos: Senhor, misericórdia!

 

Senhor quanta alegria é encontrar-Te, porque a Tua Palavra

É a nascente, de onde correm as águas abundantes,

Que nos trazem a vida eternamente.

 

Bebei se tedes sede, das águas da verdade!

 

Leitua Bíblica (Jo. 4,5-15)

 

Chegou Jesus a uma cidade da Samaria, chamada Sicar junto da propriedade que Jacob tinha dado a seu filho José, onde estava o poço de Jacob.

Jesus, cansado da caminhada, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio dia. Veio uma mulher da Samaria para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-Me de beber». Respondeu-lhe a Samaritana: «Como é que Tu, sendo Judeu, me pedes de beber, sendo eu Samaritana?» De facto, os judeus não se dão com os samaritanos.

Disse-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: "Dá-Me de beber" tu é que lhe pedirias e Ele te daria água viva». Respondeu-lhe a mulher: «Senhor, Tu nem sequer Tens um balde e o poço é fundo: donde tevem a água viva»? Serás Tu maior do que o nosso pai Jacob, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu, com os seus filhos e os seus rebanhos?» Disse-lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede, mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna». «Senhor, suplicou a mulher - Dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede e não tenha de vir aqui buscá-la».

 

Tempo de reflexão: Ressonâncias!

 

Cântico:

Quem beber da água que Eu lhe der, diz o Senhor!

Terá em seu coração, a fonte da vida Eterna!

 

Oração:

 

Pai, queremos saborear a tua presença;

Queremos olhar para Ti contemplando a alegria da Tua entrega;

Queremos que aceites o nosso desejo de mudança.

Tu, Senhor, vens fazer-Te presente no meio de nós.

Em cada dia, vens despertar o nosso coração tantas vezes adormecido...

Precisamos de suplicar-Te do fundo da alma que olhes para nós,

Que nos acolhas com amor.

Temos necessidade de parar para conetmplar

A grandeza do teu Mistério de amor.

Continua a fortalecer o nosso coração.

Que a partilha do mesmo ideal seja fermento de vida a brotar,

Que a igreja se renove no Teu amor.

Que saibamos crescer em santidade na Tua presença,

Que em nossa vida saibamos dar primazia ao serviço.

Que o amor impere em nossos actos,

Que a Tua luz brilhe em nosso olhar,

Que a Tua grandeza refaça a nossa pequenez,

Que as Tuas palavras frutifiquem em nossas vidas,

Que o mundo, ao ver-nos contemple o Teu rosto glorioso.

Sê o nosso caminho, sê a nossa esperança, s`^e a Vida da nossa vida.

Sê o nosso refúgio, alívio e força. Ámen!

 

Até amanhã com os destaques da 1.ª Reunião de Janeiro do grupo de jovens, onde a oração será apresentada pelo Vítor.

Bom fim de semana e bom Ano de 2009.

Publicado por gjemanuel-chaves às 17:11
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