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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Vida!

Vida! É este o tema e mensagem que vos trago aqui hoje. Será que este tema é importante para TI? Será que ele te diz alguma coisa? Qual é a importãncia que dás à vida?

Podem ser perguntas banais ou que há partida para Ti, sabes que tem muita importância.

Esta semana recebi um e-mail de um amigo, com uma mensagem de um senhor que passou uma grande experiência de vida e é um exemplo, demonstrando a importãncia que é a vida...

 

 

 

 

 

"A TODOS OS MEUS AMIGOS

E AOS AMIGOS DOS MEUS AMIGOS

Chamo-me Ricardo Matos, tenho 35 anos e não sei se faço os 36!

Irónico? Não. Sou realista… e já vão perceber porquê.

Sou casado (em união de facto, o que para mim é a mesma coisa) há 6

anos. Um casamento feliz, vários desentendimentos ao longo deste tempo,

mas nada que possa ter posto em risco os sentimentos fortes e recíprocos

entre mim e a mulher da minha vida – a Paula. A prova está nos 2 seres

mais importantes do mundo para mim – os meus piolhinhos – Nádia e

André.

A Nádia nasceu 1 ano depois de nos juntarmos – veio alterar por completo

a nossa vida – os serões com os amigos passaram a ser em casa, o Bairro

Alto e o Lux passaram para 2º plano. Mas não fez mal, pois a nossa maior

alegria era partilhar todos os momentos com a nossa filhota. Cada gracinha,

cada progresso do seu crescimento tinha que ser vivido pelos 2, ou

sentiríamos inveja um do outro (no bom sentido).

Passaram 3 anos e nasceu o André. Espevitado e muito manhoso, sempre

foi um terror, desde o dia em que nasceu. Veio alegrar ainda mais a nossa

vida.

Antes de nascer o André, passei por um período complicado. Eu e a Paula

discutíamos muito, a gravidez dela foi complicada, ela passou muito mal, o

humor dela alterou-se completamente, teve algumas complicações e ficou

de baixa a partir do 4º mês de gravidez… e eu não tive paciência nem

coragem para a apoiar. Eu e a Paula chegávamos a discutir sobre quem

deveria levar ou ir buscar a Nádia ao infantário. Eu achava que ela deveria

fazê-lo por estar em casa 'sem fazer nada', ela dizia-me com toda a razão

(hoje admito), que se estava de baixa, por algum motivo era. Não podia

fazer esforços nem pegar em pesos, mas eu, no meu mais puro egoísmo,

nunca parei para pensar. Eu não fui um bom marido, nem um bom pai,

optei pelo caminho mais fácil e refugiei-me nos meus amigos, na noite, nos

copos… O ambiente em casa ficou de cortar à faca, tudo era problema para

a Paula, em contrapartida, lá fora tudo era maravilhoso, não havia stress

com nada, eu era solicitado pelos meus amigos, ninguém fazia perguntas,

ninguém me criticava, tudo era perfeito!!!

Até que um dia, numa das minhas saídas nocturnas, conheci mais

profundamente uma das amigas da noite: o nome dela era Mónica, tinha 25

anos, não era propriamente bonita, mas era aquilo que se chama 'um

chuchusinho'. Até esse dia, brincávamos um com o outro, provocávamonos

mutuamente, chegámos até a trocar uns beijinhos inocentes, nada de

importante. Mas nessa noite, foi diferente, eu tinha vontade de extravasar,

não me apetecia pensar na minha vida actual, naquele momento, rejeitei

completamente pensamentos sobre a minha vida, a minha mulher, a minha

filha… o meu filho que vinha a caminho. Acabei a noite num hotel, achando

que o meu acto era apenas um desabafo, pois se a minha vida estava

virada do avesso, que mal fazia tentar alegrar-me um pouco?!

Cheguei a casa à hora do almoço, deparei-me com a cara da minha mulher,

a cara de quem tinha passado a noite em branco, angustiada e triste. A

minha filha não entendia nada, apenas ficou feliz por ver o pai, sem

perceber porque é que ele passou a noite fora.

Desculpei-me com os copos, arranjei o álibi perfeito, disse que bebi demais,

não estava em condições de conduzir e fiquei a dormir no carro, juntamente

com um amigo.

Não sei se a Paula acreditou. Só sei que não disse mais nada. Eu senti-me

mal, mal por mentir, mal porque senti nojo de mim próprio, pelo que tinha

acabado de fazer. Uma noite perfeita acabou num peso brutal na minha

consciência. A Paula não merecia nada do que eu tinha feito.

O tempo foi passando, as mágoas foram-se atenuando, mas as coisas entre

mim e a Paula nunca mais foram as mesmas. Até que nasceu o André. Aí,

baixámos as armas por completo e prometemos um ao outro que nunca

mais íamos deixar as coisas chegar à exaustão. Éramos uma família e

tínhamos que lutar por ela, por nós e principalmente pelos nossos filhotes.

Esqueci o assunto, 'redimi-me dos meus pecados', dedicando-me à minha

família. Mas sempre que me olhava ao espelho, sentia-me um cobarde pela

traição e por não ter assumido os meus actos. Mas também, isso poderia

estragar tudo. Era melhor ninguém saber de nada.

Há cerca de um ano atrás, a Paula foi ao médico, por causa de umas dores

que andava a sentir. Fez exames e detectaram que tinha quistos nos

ovários. Teve que ser operada e para tal, foi submetida a uma série de

análises – prática comum antes de uma cirurgia. Entre as análises estava a

avaliação sobre o HIV. Qual o problema? Nenhum. Nunca poderia acusar

nada… mas acusou. A Paula estava infectada com o vírus da sida e a

tempestade caiu de novo nas nossas vidas.

Tive que admitir o meu erro e automaticamente, fiz também análises.

Estava também infectado, fui eu o causador de tudo, de certeza absoluta.

Lembrei-me da inconsciência daquela noite, de tudo o que fiz e do que não

fiz. Como é que eu pude fazer o que fiz sem usar preservativo, com uma

pessoa que eu conhecia há tão pouco tempo. Mas tinha tão bom aspecto…

quem haveria de dizer…

Percebi também porque é que os antibióticos que andava a tomar não

faziam efeito como deviam.

Estraguei a minha vida, a vida da minha mulher, dos meus filhos, dos meus

pais, de toda a família. A Paula ficou portadora do vírus, por minha culpa. A

lição que aprendi, a um custo tão elevado foi que o amor vence tudo. A

Paula deu-me uma chapada psicológica que eu nunca vou esquecer.

Perdoou o que eu lhe fiz e tem-me proporcionado os melhores momentos

da minha vida.

Hoje, estou deitado numa cama, sem fazer esforços. Estou com uma

broncopneumonia grave, o meu organismo não responde aos tratamentos,

não sei quantos dias vou durar.

Se me safar desta vez, vou continuar a viver cada momento como se fosse

único.

Estou angustiado por não haver nada a fazer, pelas consequências do meu

acto inconsciente.

Quanto à minha amiga, a Mónica, perdi-lhe o rasto, tentei contactá-la logo

que aconteceu tudo, mas nunca atendeu. Será que sabia o que tinha?

Quantas mais pessoas teriam a mesma coisa? Estas são perguntas para as

quais nunca vou ter resposta.

Percebi a importância da vida, que, se tivesse uma 2ª oportunidade, nunca

desperdiçaria os melhores momentos, as gracinhas dos meus filhos, o amor

da minha mulher.

Porque escrevo?

Porque quero passar a mensagem a todos os meus amigos e a todos os

amigos dos meus amigos.

Eu não tive uma 2ª chance, não pude voltar atrás, estraguei tudo.

Por isso peço-vos:

Não desperdicem as oportunidades da vida.

Ponderem sobre o que é mais importante para vocês.

Quando 'brincarem' com alguém, conhecido ou desconhecido, por mais

confiança que possam ter, protejam-se. O bom aspecto das pessoas não

indica se estão ou não contaminadas. Cuidado com as caras bonitas (isto é

válido também para as mulheres, claro).

Mesmo com protecção, façam o teste HIV, porque nunca se sabe.

Quando o fizerem, se estiverem a trair alguém como eu (custa muito

admitir, mas foi mesmo traição o que eu cometi), cuidado, pensem que não

podem estragar mais ainda a vida das pessoas.

Eu não consegui voltar atrás mas quero que o meu caso sirva de exemplo.

Não vou chegar aos 36 anos, vou deixar para trás uma história de vida

muito bonita, os meus filhos, a minha mulher, toda a minha vida. Eles vão

ficar marcados para a vida toda, principalmente a Paula que tem a vida dela

estragada à custa da minha irresponsabilidade.

Peço que não escondam nada dos meus filhos, quero que lhes contem tudo

o que o pai fez, que lhes mostrem esta carta, quando puderem entender.

Perdi o rasto a muitos amigos de escola, da faculdade e de outros

andamentos. Por isso mesmo, quero pedir a quem tem esses contactos, que

forme uma corrente e mostre a minha mensagem.

O meu exemplo tem que servir para alguma coisa. Como não posso viver,

pelo menos a minha morte poderá evitar outras, assim o espero.

Às pessoas que me conhecem, provavelmente vão ler a mensagem depois

da minha morte: nunca tive inimigos por isso posso dizer que tive todo o

prazer em vos conhecer, em ser vosso colega, vosso amigo… não chorem a

minha morte, ou se chorarem, sorriam ao mesmo tempo e pensem que a

vida é maravilhosa, basta nós querermos.

Por último, peço a todos os que lerem a minha mensagem, que pensem

sobre o significado de curtir a vida.

Curtir a vida não é fazer o que eu fiz. Pensem muito nisso.

CURTAM, PROTEJAM-SE (também das traições) E VIVAM FELIZES!!!

Com saudades da vida

Ricardo Matos

Lisboa, 27 de Fevereiro de..."

 

Agora....pensem neste texto e na importância que a Vida tem para vocês...

e depois deixem aqui também alguma experiência de algum momento em que dês valor á vida ou o contrário, (uma experiência negativa)...

Obrigad@ por leres esta mensagem....e pela tua participação!

 

 

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Publicado por gjemanuel-chaves às 18:41
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